[[legacy_image_37950]] Além de tantas variantes que já circulam pelo Brasil, a mutação indiana da covid-19 deverá chegar por aqui em questão de dias - isso se já não estiver circulando no País -, o que já é motivo de preocupação entre especialistas ouvidos por ATribuna.com.br. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! A explosão de casos de covid no País nos últimos dias tem assustado o mundo. As imagens e os números são impressionantes. Foram mais de 1 milhão de novos casos da doença nos últimos três dias. A cepa indiana, chamada de B.1.617, tem sido apontada por especialistas como mais agressiva e com alto poder de infecção. Ela também já foi detectada em regiões da Europa, na Austrália, na África e nos Estados Unidos. O grande detalhe da variante indiana é que ela se destaca por uma mutação dupla específica (a E484Q e a L452R), uma forma inédita em conjunto e que, na prática, significa que é transmitida com muito mais rapidez entre as pessoas. “Ainda não existem estudos sobre a eficácia das vacinas disponíveis atualmente contra essa variante, por isso as autoridades devem se antecipar e tomar medidas eficientes para evitar que a população esteja exposta a mais uma cepa da doença”, explica o infectologista e biólogo Luiz Gustavo Amaral. Para ele, é sempre uma questão de tempo para que as variante se espalhem pelo mundo todo. “Tudo depende do tempo de reação dos governantes, de como cada população se comporta neste momento e da quantidade de pessoas já imunizadas efetivamente”. Para o infectologista Jairo Oliveira, a cepa pode até mesmo já estar circulando no País. E, caso isso ainda não esteja, é uma questão de dias. Alguns dos agravantes são a Índia ser muito populosa, o sistema de saúde do país estar em colapso, ainda não terem sido colocadas em prática novas políticas públicas para conter a covid-19, muitos ainda irem para lá e o Brasil não ter fechado fronteiras. “O vírus se espalha com muita facilidade e a cada variante ele pode ser mais trasmissível e cruel. As melhores maneiras de se prevenir seguem sendo evitar aglomerações, usar máscara e lavar sempre as mãos”.