[[legacy_image_199560]] A gigante americana Johnson & Johnson (J&J) vai parar de fabricar e comercializar o talco infantil no mundo todo a partir de 2023. Há mais de 40 mil processos de mulheres contra a empresa, que alegam terem desenvolvido câncer de ovário com o uso do produto. Será feita uma transição para um novo composto, à base de amido de milho, como já feito nos Estados Unidos e Canadá. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Uma investigação da agência de notícias Reuters, em 2018, afirmou que a J&J estava ciente há décadas da presença de amianto - elemento conhecido por causar câncer - no pó de talco. A agência diz ainda que depoimentos e evidências de julgamentos desde 1971 resultaram em positivo na análise de presença de pequenas quantidades de amianto em testes realizados. A Johnson & Johnson, porém, reafirmou sempre que pesquisas independentes demonstram que o produto é seguro, e que não causa câncer, porém tomaram a decisão comercial de alterar a composição, tornando-a à base de amido de milho já em alguns países. AmiantoO talco é extraído da terra, em camadas próximas de onde é comum haver amianto. Ele é usado, em parte, na construção civil em alguns países. No Brasil, telhas, caixas d'água e outros componentes que continham o amianto, e podiam representar riscos à saúde, já são proibidos desde 2017. O material ainda está presente onde é preciso resistência ao calor e fogo, e nas pastilhas de freios de veículos, entre outros. O Brasil ainda é o quinto maior consumidor de amianto no mundo. E o terceiro maior produtor e exportador, vendendo para países como a Colômbia e México. *com informações de g1