[[legacy_image_157965]] A primeira pessoa no mundo a receber um transplante de coração geneticamente modificado de um porco morreu na terça-feira (8), dois meses após a cirurgia, nos Estados Unidos. Segundo o jornal The New York Times, a morte do estadunidense David Bennett, de 57 anos, aconteceu no Centro Médico da Universidade de Maryland. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Ainda de acordo com o jornal, uma porta-voz do centro médico afirmou que “não havia nenhuma causa óbvia identificada no momento de sua morte”. Portanto, ainda não se sabe se o corpo do homem teria rejeitado o órgão. Uma publicação dos resultados de exames completos – em uma revista médica - é analisada por profissionais envolvidos no caso, como aponta a reportagem. O homem tinha uma doença cardíaca grave e, após ser rejeitado em listas de espera para receber um coração humano, aceitou a proposta para receber um coração de porco geneticamente modificado. Um dia antes da cirurgia, Bennett disse que “era morrer ou fazer esse transplante” e que, apesar de ser um “tiro no escuro”, tratava-se de sua última escolha. A cirurgia Para a realização do procedimento, de acordo com a matéria, os profissionais do centro médico citado receberam uma licença especial do órgão regulador médico dos Estados Unidos. O cirurgião Bartley Griffith, que realizou o transplante, considerou que o resultado – no período logo após a cirurgia – havia sido bem-sucedido. Ele disse, inclusive, que o fato deixava o mundo “mais perto de resolver a crise de escassez de órgãos”. Órgão do animal O coração do porco, segundo o jornal, foi escolhido por apresentar semelhanças com o dos humanos. O animal em questão era geneticamente modificado para eliminar proteínas que poderiam causar a rejeição imediata no corpo do homem. *Com informações do jornal The New York Times