[[legacy_image_148350]] O segundo mês do ano é marcado pela campanha Fevereiro Laranja, que tem o objetivo de conscientizar a população sobre a leucemia e a importância da doação de medula óssea. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A ação foi sugerida pela Assembleia Legislativa e, em 2019, se tornou a Lei Estadual 17.207 e prevê atividades educativas. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), cerca de 10 mil novos casos de leucemia são diagnosticados por ano no Brasil. Conforme a Secretaria Estadual de Saúde, mais de 950 transplantes de medula óssea foram feitos entre janeiro de 2019 e setembro último. O Hospital Guilherme Álvaro (Rua Oswaldo Cruz, 197, no Boqueirão, em Santos) cadastra doadores de medula pelo Hemonúcleo. Por mês, há 50 registros. A doença A leucemia afeta a medula óssea, onde as células sanguíneas são fabricadas, e as células sadias são substituídas por outras, doentes. A diminuição dos glóbulos vermelhos causa anemia, que leva a sintomas como dor de cabeça, fadiga, falta de ar e palpitação. A queda da imunidade também se dá pela redução dos glóbulos brancos. Para o médico hematologista José Carlos Medina Carvalho, que atende no Hospital Ana Costa, em Santos, o diagnóstico do estágio agudo da doença é feito mediante sintomas como anemia grave, plaquetopenia (número baixo de plaquetas na corrente sanguínea) e presença de células leucêmicas no sangue e na medula. Como consequência, o paciente apresenta palidez intensa e hemorragias na pele, nas narinas, na gengiva, na urina, no estômago ou no intestino. TratamentoSegundo o Inca, o tratamento para destruir as células doentes e fazer com que a medula óssea volte a trabalhar normalmente é feito em etapas. A primeira deve obter a remissão completa, mediante poliquimioterapia (uso de vários medicamentos. O instituto calcula que o resultado é obtido em torno de um mês após o início do tratamento, quando os exames de sangue e da medula não apresentam mais células anormais. A continuação dos cuidados depende do tipo de célula afetada. Pode durar menos de um ano nas mieloides e mais de dois nas linfoides. Doação de medula O transplante de medula é para casos específicos. O hematologista explica que a doação pode ser feita por qualquer indivíduo com boa saúde e de 18 a 35 anos. “Primeiro, é coletada apenas uma amostra de sangue para testes de compatibilidade, o HLA (sigla em inglês para antígeno leucocitário humano), que ficam armazenados no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea”, descreve. O candidato chamado para doar medula será anestesiado, para coleta nos ossos da bacia, “como uma transfusão sanguínea. Essa medula migrará no receptor (aquele que passará por transplante) para os locais do corpo onde o sangue é fabricado (a medula óssea)”, conclui Carvalho. O que aumenta o risco de leucemia? Tabagismo Radiação ionizante (raios X e gama) proveniente de radioterapia. O grau de risco depende de idade, dose de radiação e exposição;Quimioterapia Exposição a formaldeído em indústrias (química, têxtil), áreas biomédica e de saúde (como antisséptico, desinfetante, fixador histológico e solvente) e procedimento de alisamento capilar não autorizado em alguns salões de beleza;Síndrome de Down e outras doenças hereditárias;Síndrome mielodisplásica e outras desordens sanguíneas; Histórico familiar;Idade, quanto mais avançada, exceto na leucemia linfoide aguda, mais comum em crianças;Exposição a agrotóxicos, solventes, diesel, poeira e infecção por vírus de hepatites B e C.