[[legacy_image_252498]] Em todo o mundo, mais de um bilhão de pessoas sofrem de obesidade. Isso é o que diz a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). Desta forma, especialistas de Santos explicam os riscos que a doença crônica pode desencadear na saúde e os cuidados necessários com as formas de emagrecer. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “Muitas pessoas buscam métodos de emagrecimento pouco ou nada eficazes, dietas que podem ser até perigosas para a saúde. Acontece que cada corpo é diferente e, sem um acompanhamento profissional, a pessoa pode acabar voltando à estaca zero ou pior, colocando a própria saúde em risco”, diz a médica endoscopista Tássia Serra, do Instituto de Emagrecimento de Santos (IES) e membro da Sociedade Brasileira de Medicina da Obesidade (SBEMO). De acordo com a última Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas, realizada em 2021, 22,4% dos brasileiros acima de 18 anos tinham um Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou maior que 30, considerado obesidade grau I. O diagnóstico requer muitos cuidados, segundo a endoscopista Carolina Manna Santos, também profissional da IES e membro da SBEMO. “A obesidade pode afetar a saúde por completo, seja o funcionamento do organismo até a saúde mental, além de desenvolver vários problemas futuros”. Diabetes, hipertensão, Acidente Vascular Cerebral (AVC), entre outros são alguns dos problemas causados pela obesidade. No entanto, a doença também exige cuidado com a saúde mental. Isso é o que aponta a psicóloga do Instituto de Emagrecimento de Santos (IES), Rosana Serra. Segundo a especialista, a pessoa com obesidade pode apresentar insatisfação com o próprio corpo, implicando em maior risco para o surgimento de transtornos psicológicos. Por outro lado, pessoas com tais transtornos também acabam tendo um ganho de peso exagerado. No entanto, a psicóloga ressalta que não se pode considerar a obesidade uma questão apenas do consumo de alimentos, pois é necessário também levar em conta a influência de fatores biológicos, genéticos, psicológicos, sociais, culturais e ambientais. “Outro ponto importante a considerar é que nem todas as pessoas com obesidade apresentam algum transtorno psicológico e vice-versa. Quadros de transtornos depressivos na pessoa obesa, muitas vezes, não podem ser atribuídos apenas ao peso”, enfatiza Rosana. Diagnóstico De acordo com a nutricionista do IES, Roberta Silva dos Santos, o diagnóstico da obesidade é feito a partir do cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC). “Em consultório, usamos uma balança que avalia a composição corporal do paciente, ou seja, uma estimativa da porcentagem de gordura, músculo e ossos. Assim, consigo ter um olhar mais individualizado”, explica, dizendo que ainda realiza avaliações laboratoriais para detectar qual o estado de saúde do paciente e qual o programa de intervenção para melhorar. Acompanhamento psicológico e nutricional A médica Tássia diz que para haver mais chances de um emagrecimento efetivo, é necessário o acompanhamento de uma equipe interdisciplinar. “Os índices de obesidade aumentam a cada dia e as pessoas têm dificuldade em seguir um plano alimentar, tentam várias vezes, não conseguem, e acabam recorrendo a medicamentos”, afirma. Por isso, segundo ela, é importante o acompanhamento nutricional e psicológico. “Para o paciente começar o processo de reeducação alimentar e também analisar o que o levou à obesidade, identificando quais sentimentos e frustrações, os chamados gatilhos emocionais, o provocam”, finaliza.