[[legacy_image_320448]] Para algumas pessoas, nem sempre o Natal é um momento de felicidade ou de alegria, e alguns dos motivos que levam a pessoa a ficar mais triste ou até mesmo deprimida neste período é o luto. Isso porque a festa coloca em evidência a reunião familiar e, ao mesmo tempo, remete às pessoas que faltam ao nosso redor e às frustrações sentidas durante o ano. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Além disso, problemas financeiros, cobranças de metas no emprego, da família e o bombardeio midiático, responsável por idealizar o período, pode desenvolver em algumas pessoas um tipo de transtorno mental cujo nome utilizado por alguns profissionais de psiquiatria é ‘dezembrite’, também classificado como depressão de fim de ano ou Transtorno Afetivo Sazonal (TAS). O professor de psiquiatria do Centro Universitário São Camilo, Alfredo Simonetti, dá mais detalhes sobre esse problema que ocorre com mais frequência no fim de ano, mas que pode acontecer ao longo de outros meses. “A festa coloca em evidência muita coisa, especialmente as pessoas que faltam. A vida emocional no fim de ano pode deixar algumas pessoas desanimadas, tristes e ansiosas a ponto de desenvolver esse transtorno, que se assemelha a uma depressão”, explicou o professor Simonetti. Para ele, o luto com a perda de familiares ou separações podem ser gatilhos para o desenvolvimento do TAS que, apesar de ser considerado algo passageiro, se não for diagnosticado e tratado pode evoluir e se tornar recorrente, causando sofrimento ao indivíduo. Um estudo feito pela International Stress Management Association Brasil (ISMA-BR) revelou que o nível de estresse do brasileiro aumenta cerca de 75% no mês de dezembro. A pesquisa analisou 678 homens e mulheres de 25 a 55 anos e mostrou que, apesar das festividades, sentimentos negativos como angústia, ansiedade e tristeza também se fazem presentes nessa época do ano. Os principais sintomas do TAS são tristeza e desânimo constantes, falta de apetite, irritabilidade, impaciência e alterações de humor, além de insônia, falta de energia e dificuldade de concentração e de se socializar. Segundo a pesquisa, as pessoas que já apresentam algum transtorno emocional, como mulheres adultas (propensas a ter depressão duas vezes a mais do que os homens) e aquelas que moram em locais mais frios e com histórico de TAS na família, são as que têm mais chances de desenvolver esse problema. O especialista comenta que o tratamento pode ser feito com acompanhamento médico especializado, que vai de uma conversa a um processo mais aprofundado.