[[legacy_image_252592]] Um vírus ‘zumbi’ que estava congelado há mais de 48 mil anos na Sibéria, na Rússia, foi revivido em laboratório por cientistas. O professor de medicina e genômica na Escola de Medicina da Universidade de Aix-Marselha, na França, Jean-Michel Claverie, pesquisa uma camada de terra permanentemente congelada, o permafrost siberiano, para entender os possíveis riscos causados pelos micro-organismos. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Foram reveladas cinco novas famílias de vírus e o mais antigo tinha quase 48,5 mil anos de idade, com base na datação por radiocarbono do solo. As amostras mais jovens tinham 27 mil anos e foram encontradas no estômago e na pele dos restos mortais de um mamute-lanoso. Os micro-organismos que estão adormecidos há dezenas de milhares de anos podem reviver naturalmente devido ao aumento das temperaturas do Ártico, que está descongelando a região. Claverie teme que as pessoas considerem a pesquisa uma mera curiosidade científica e não percebam o perigo de vírus antigos voltarem à vida. Segundo ele, é importante manter “o máximo possível do permafrost congelado”. O permafrost cobre parte do Hemisfério Norte e sustenta a tundra ártica e as florestas boreais do Alasca, Canadá e Rússia por milênios. Ele funciona como uma espécie de cápsula do tempo, preservando — além de vírus antigos — os restos mumificados de vários animais extintos. *Com informações de UOL