[[legacy_image_108687]] Em tempos de correria e ritmo acelerado, o coração pede calma e uma vida muito mais saudável. O modo de vida moderno trouxe sedentarismo, má alimentação e hábitos bastante duvidosos, como fumo e álcool em excesso. Isso tudo somado ao estresse aumentou a incidência de doenças do coração. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Há 60 anos, por exemplo, muito mais homens morriam de infarto do que mulheres. Hoje, essa relação está praticamente equilibrada. As doenças cardiovasculares são a principal causa de óbito entre as mulheres, segundo o Ministério da Saúde. Esse problema já chega à proporção de um terço dos óbitos entre elas no mundo, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS). Na prática, isso corresponde a 8,5 milhões de mortes por ano e mais de 23 mil por dia. Clique e veja mais detalhes Com a pandemia, esse cenário de doenças do coração se agravou com o adiamento dos cuidados preventivos fundamentais para redução dos riscos causados por doenças cardiovasculares. De acordo com a cardiologista Paola Sampaio, o maior adversário da saúde cardiológica é o desconhecimento. “O passar dos anos pede mais cuidados. Principalmente em casos de ganho de peso e aumento dos níveis de colesterol.” Para ela, é fundamental manter os cuidados com a saúde do coração, mesmo no momento atual. “O acompanhamento deve ocorrer desde cedo e permanecer em várias etapas da vida, principalmente agora, durante a pandemia. É importante investigar a existência de qualquer sintoma atípico.” PrevençãoPara o cardiologista João Fernando Ferreira, os dados mostram algo que é visível há tempos: as mulheres recebem menos atenção quando se trata da saúde do coração. “Infelizmente, as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte da população feminina no mundo todo, mas poucas conhecem essa informação. Temos de voltar a discutir conscientização e programas preventivos para deixarmos de tratar de doenças. Queremos promover a qualidade de vida.” A bioquímica Lídia Fernandes defende que as pessoas comecem a se cuidar em casa mesmo, com hábitos simples do dia a dia, como uma alimentação melhor e exercícios físicos. (veja mais cuidados) “Temos acompanhado casos graves de doenças que foram subestimadas na pandemia e poderiam ser evitadas. As doenças cardíacas ganham mais espaço com todas as pressões familiares com mais tempo dentro de casa e o maior adiamento das rotinas de cuidados com a saúde.” Para ela, a maioria das doenças cardíacas não surge do nada, mas desenvolve-se ao longo do tempo e de maneira silenciosa, o que pede muito mais cuidado. “Os sintomas podem ser confundidos com outras situações, como falta de preparo físico. Por isso, é fundamental fazer exames específicos, como eletrocardiograma, que pedem ser passados por especialistas.” Para o personal trainer Neto dos Santos Viana, a atividade física faz toda a diferença, ainda mais se estiver somada a uma alimentação saudável. “Alguns hábitos devem ser incorporados na nossa rotina, como levar um lanche saudável para o trabalho e caminhar mais. Quem está acima do peso e tem colesterol ou diabetes têm maior risco de sofrer com situações graves e maior risco de não se recuperar tão bem depois de ter alguma doença no coração.”