[[legacy_image_64435]] O Governo do Estado de São Paulo apresentou nesta sexta-feira (26) a primeira vacina fabricada no Brasil. Chamada de ButanVac, ela foi desenvolvida por cientistas do Instituto Butatan. A expectativa é de que ela esteja sendo produzida a partir do mês de maio. O Instituto enviará ainda nesta sexta pedido de autorização para Anvisa realizar os estudos clínicos. A ideia é começar a vacinar a população em julho, caso haja aval da agência reguladora. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! De acordo com o governador João Doria, seria possível começar a colocar 40 milhões de doses já à disposição da população a partir de julho. "É uma vacina integralmente produzida no Butatan e não dependeremos de insumos. A tecnologia é a mesma usada para produção da vacina gripe", disse o diretor do Instituto Butatan, Dimas Covas. O pedido de autorização se refere às fases 1 e 2 de testes do imunizante, nas quais serão avaliadas segurança e capacidade de promover resposta imune em 1,8 mil voluntários. Na fase 3, até 9 mil pessoas irão participar - etapa que vai estipular a eficácia da nova fórmula. O governador apresentou a caixa do imunizante e pediu rapidez à Anvisa para que os estudos clínicos possam começar o mais rápido possível. O pedido refere-se às fases 1 e 2. A vacina, segundo Dimas Covas, é mais imunogênica, com isso seriam necessários menos doses, o que ajudaria a aumentar a oferta de imunizante no País. Dimas Covas informou ainda que a Butanvac já passou pelos testes pré-clínicos, nos quais são avaliados em animais efeitos positivos e toxicidade. O imunizante também será testado nos dois outros países participantes do consórcio, Vietnã e Tailândia - neste último, a fase 1 já começou. O imunizante brasileiro tem uma tecnologia já empregada amplamente pelo Instituto Butantan, que utiliza o vírus inativado de uma gripe aviária, chamada doença de Newcastle, como vetor para transportar para o corpo do paciente a proteína S (de spike, espícula) integral do SARS-CoV-2.