[[legacy_image_120583]] As festas de Natal e Ano-Novo, finalmente, devem ser um momento de reencontro para muitas famílias e para amigos que se afastaram na fase mais crítica da pandemia de coronavírus. Mas, apesar de boa parte da população estar vacinada e do número de casos ter reduzido, os eventos devem ser planejados com cautela (veja cuidados). Para o infectologista Eduardo Santos, é fundamental pedir que as pessoas usem máscara mesmo dentro de casa. Segundo ele, esses eventos costumam ser os mais perigosos em termos de contaminação. “Por causa da intimidade, as pessoas abraçam, beijam e ficam mais juntas. É uma falsa sensação de segurança, algo bastante perigoso, pois ainda não vencemos a pandemia.” Eduardo diz que é preciso ter equilíbrio entre o que se gostaria de ter e o que é possível neste momento. “Não adianta nos desesperarmos, ansiosos por um reencontro, e colocarmos a saúde de nossa família em risco. Para mim, nem todos devem ir a esse tipo de evento por enquanto”. (veja quem deve evitar os encontros) A infectologista Raquel Vasconcelos acrescenta que “o modo de preparar e servir os alimentos faz toda a diferença, assim como a organização do ambiente. O recomendado é, realmente, estar com quem é mais próximo.” (veja mais) Bom senso Raquel explica que pessoas do grupo de risco devem continuar tomando mais cuidado, inclusive as que estão vacinadas com as duas doses ou a dose única. “É tudo uma questão de bom senso. Continua sendo isso. Quem tem sintomas da doença deve ficar recluso. Não apenas para cuidar da própria saúde, mas para preservar a vida dos outros.” A especialista, porém, lembra que ainda há os assintomáticos, que podem transmitir covid-19 apesar de não apresentarem sintomas. (veja aqui mais dicas para ambiente e convidados) “Tivemos meses muito difíceis, e as pessoas querem encontrar seus familiares, festejar com eles. Todos queremos comemorar a vida e voltar a ter bons momentos ao lado de quem amamos. Por isso, o ideal é atentar para todos os cuidados e prestar atenção para que a festa não vire arrependimento ou uma tragédia”, alerta Raquel.