[[legacy_image_201071]] Ele pode aparecer silenciosamente sem que você nunca note sua presença. Estamos falando do colesterol alto, que é um alerta vermelho para problemas de saúde perigosos, como um infarto ou um acidente vascular cerebral (AVC). Em agosto, é celebrado o Dia Nacional do Combate ao Colesterol, no dia 8. Por este motivo, o Viver Bem deste sábado (20) dá dicas de como manter as taxas estáveis sem precisar de medicação. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A médica Elisabeth Dotti explica que o colesterol, assim como o triglicerídeo, é um tipo de gordura que circula pela corrente sanguínea no nosso organismo. Há o colesterol bom, que é o HDL, e o ruim, o LDL. "O colesterol ruim vai impedindo a passagem de sangue até chegar num ponto que pode entupir. Quando entope pode acontecer derrame, o famoso AVC, além de infarto, angina", cita. Já o colesterol bom, ela explica, 'limpa' o colesterol ruim. "Ele faz um processo muito mais de limpeza da parede das artérias e veias, é uma coisa bem interessante". Além do HDL e do LDL, Dotti cita a existência do VLDL, que transporta o triglicerídeo, também um tipo de gordura que faz o mesmo papel do colesterol ruim. "Vale a pena citar junto porque eles são causadores das mesmas patologias e são todos gorduras". A dica principal dada pela médica é mexer o corpo: andar, caminhar, correr, qualquer tipo de exercício físico. Porém, se os níveis de colesterol e triglicerídeos estiverem em um determinado valor, é preciso fazer tratamento com medicação também. "Tem remédio específico de colesterol, de triglicerídeo, tem remédio que serve para os dois. Mas, de qualquer forma, a gente não pode ficar refém dessas gorduras. Passou de um nível determinado no exame de sangue, tem que tratar com medicação, nunca esquecendo da dieta e do esporte". A nutricionista Natália Reis, professora do curso de Nutrição da Universidade Metropolitana de Santos (Unimes) aponta alguns dos alimentos que são vilões da saúde quando o assunto é o colesterol ruim. "Sabe-se que o consumo elevado de gordura saturada, assim como de alimentos ultraprocessados, ricos em açúcares, é capaz de aumentar o colesterol LDL", cita. Dotti completa com exemplos: embutidos, batata frita, bacon, sorvetes, chocolate, alimentos com alto índice de glicose no geral. "Infelizmente são coisas muito gostosas, mas são elas que carregam o colesterol ruim". Natália ressalta também que existem os alimentos amigos do colesterol bom, o HDL. São eles: azeite, chia, linhaça, nozes, castanhas, ômega 3. A nutricionista também esclarece os mitos que cercam o ovo, que tem fama de vilão da saúde por ser um alimento rico em gorduras saturadas. A proteína até pode aumentar o colesterol, se consumido em grandes quantidades. "Embora o ovo seja um alimento com importante teor de colesterol, não há correlação direta sobre sua ingestão e o surgimento de doenças cardiovasculares. De toda forma, nada em excesso é bom e devemos consumir os alimentos de forma equilibrada". Dotti explica que o problema pode ser genético, por isso, se o colesterol alto é comum na sua família, atenção em dobro. "O colesterol é de hábito, mas uma predisposição genética atrapalha muito. E o triglicerídeo mais ainda".