[[legacy_image_146260]] Apesar de ser tentador comer alimentos mais salgados, o sal é um inimigo em potencial e silencioso. O abuso em seu consumo pode resultar em doenças e a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a ingestão, no máximo, de cinco gramas por dia. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A nutricionista e professora do curso de Nutrição na Universidade Metropolitana de Santos (Unimes), Natalia dos Reis, explica que o sal é composto de sódio, um mineral essencial para o funcionamento do organismo. Seu consumo em excesso eleva a pressão arterial e pode danificar o endotélio, uma porção interna dos vasos sanguíneos. “Essa condição colabora para o desenvolvimento de doenças, e as cardiovasculares são as mais conhecidas. Além delas, estão as doenças cerebrovasculares, como o acidente vascular encefálico (AVE), doença arterial periférica, lesões renais e oculares, como o glaucoma”, cita. Para combater as doenças que a hipertensão arterial pode trazer, Natalia ressalta que é importante ter uma dieta equilibrada e consumir sal em quantidade adequada. “Outros nutrientes também auxiliam no controle da pressão (arterial), como o potássio. Hidratar-se corretamente também é importante.” A nutricionista Mariana Tibagy afirma que a melhor orientação é tirar o saleiro da mesa. Ela também recomenda a diminuição do consumo de alimentos industrializados e usar uma colher medidora na hora de cozinhar, seguindo o ideal preconizado pela OMS, de cinco gramas por dia. “O sal está presente indiretamente em todos os alimentos industrializados. Sendo assim, o consumo ideal, que seria de cinco gramas, se ultrapassa facilmente.” Apesar da fama que tem ganho, o sal rosa do Himalaia, tido como mais “saudável” por influenciadores, especialmente na internet, não tem nada de benéfico, segundo Tibagy. “O sal rosa do Himalaia, como é conhecido, só tem a forma de extração diferenciada. Porém, o consumo em excesso é tão prejudicial à saúde quanto o sal comum.”