[[legacy_image_80545]] Deliciosamente perigosa, a fritura é de chamar a atenção dos olhos e agradar no sabor, mas um terror para o organismo se consumida regularmente. Evitá-la ou diminuir sua ingestão são duas medidas que, em longo prazo, só tendem a fazer bem ao corpo. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! É na frigideira que a repaginação acontece. Quando passa de 170°C, o óleo se incorpora ao alimento, realçando suas qualidades. Mas o preço tende a ser alto: uma batata frita tem cerca de 60% mais calorias e gorduras do que uma batata cozida, por exemplo. Segundo a nutricionista Paula Figueiredo, a gordura aquecida faz o alimento desenvolver o odor, a cor e a textura tão desejáveis e atraentes. E isso acontece até mesmo com os pratos congelados e sem graça. O detalhe é que toda essa transformação na panela pode trazer uma série de malefícios à saúde. “A digestão das gorduras é mais lenta e dá a sensação de que comemos demais. Outro problema é o óleo do preparo ir para o prato e ser ingerido durante a refeição”. CLIQUE AQUI E VEJA MAIS O cardiologista Orlando Vasconcelos explica que a fritura não apenas engorda, mas também maltrata o coração e aumenta o risco de câncer. “Nenhum alimento deve ser retirado da dieta se a pessoa não tiver um problema de saúde ou histórico familiar diferenciado, mas o modo de preparo faz toda a diferença”. Cuidado Um dos principais motivos para a fritura ser tão vilã é que qualquer óleo, quando aquecido acima de determinadas temperaturas, passa por transformações em sua composição química e libera uma substância tóxica chamada acroleína. Nem mesmo o azeite de oliva escapa, explica a nutricionista Kamila de Almeida. “O que muita gente não sabe é que os óleos de soja, milho, girassol e canola são mais indicados para frituras por imersão”. Isso acontece porque a temperatura ideal para se fritar um alimento é entre 180°C e 190°C. Só que o azeite se degrada antes disso, enquanto os outros óleos suportam temperaturas acima de 200°C. “A fritura pode ser consumida uma vez na semana, em alguma refeição. Mais do que isso, apenas em casos muito específicos”, diz a nutricionista. Hábitos alimentares Ela ainda recomenda que as crianças passem longe desse tipo de alimento, exceto em festas e aniversários, ressalta Kamila. “Sabemos que os alimentos também são algo social, então também é ruim evitar que seu filho coma salgadinhos em um aniversário. Ao mesmo tempo, se puder fazer com que ele seja apresentado para esse tipo de comida mais tarde, melhor”. O ideal, segundo ela, é apostar em alimentos mais leves e saudáveis, como frutas, legumes e verduras. “A nossa alimentação é um hábito desenvolvido ainda na infância e que pode ser levado para toda a vida. Lá na frente, isso faz toda a diferença na nossa saúde”.