[[legacy_image_130773]] A chegada do verão exige cuidados adicionais, devido à maior exposição aos raios solares. Esse é o fator mais relevante para o desenvolvimento do câncer de pele, segundo especialistas. Por esse motivo, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) idealizou a campanha Dezembro Laranja para sensibilizar as pessoas sobre a prevenção e o diagnóstico dessa doença. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), essa enfermidade corresponde a 27% de todos os tumores malignos no País. A incidência desses casos é maior do que os cânceres de próstata, mama, cólon e reto, pulmão e estômago. “O câncer de pele ocorre quando há um crescimento anormal e excessivo das células que compõem a pele e pode ser de dois tipos: melanoma e não melanoma, e o primeiro é responsável por 95% dos tumores cutâneos identificados nos brasileiros”, afirmou. (Clique aqui para ver mais dicas) O primeiro citado tem origem nos melanócitos (células que produzem a melanina, o pigmento que dá cor à pele). O não melanoma surge nas células basais (que ficam na camada mais inferior da epiderme, a camada externa da pele) ou nas escamosas. O dermatologista José Roberto Fraga Filho afirmou que a palavra-chave para as pessoas é se proteger. Ele sugere, por exemplo, evitar locais abertos entre as 10 e as 16 horas, usar roupas com proteção solar e usar de forma frequente o protetor solar no corpo. “Somos um país com praias maravilhosas e, culturalmente, há o hábito de nos mantermos bronzeados. Tudo isso levando em consideração que há maior chance de agredir a pele e, futuramente, vir a desenvolver um câncer de pele”, alertou o médico, que é membro titular da SBD e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica. Fraga Filho explicou que os principais sinais de alerta para câncer de pele são manchas que coçam, descamam ou sangram; pintas que mudam de tamanho, forma ou cor; e feridas que não cicatrizam em quatro semanas. “Quanto mais rápido (o diagnóstico) e menor a lesão, maiores são as chances de cura. O tipo de tratamento vai depender do tamanho da lesão, da sua localização e do tipo histológico (ou seja, a característica própria do tumor, que é definida após a biópsia)”, mencionou. CuraSegundo o dermatologista Rafael Soares, mais de 80% dos casos de câncer de pele não entram nas estatísticas por serem comuns. Normalmente, eles são 100% tratáveis e curáveis. “A cura depende muito do diagnóstico. Há alguns casos que são extremamente agressivos e difíceis de serem tratados, mas há outros mais ‘tranquilos’, com um índice de cura superior a 95%”, explicou. O especialista apontou, ainda, que quase todos os tratamentos são iniciados por uma abordagem cirúrgica, com a retirada da lesão e a análise dela por um patologista, com o objetivo de identificar o tipo de câncer e o quanto é invasivo. “Se houver alguma invasão, pode ser possível uma segunda ou terceira cirurgia. Para aqueles mais agressivos, é necessário recorrer à radioterapia e à quimioterapia”, afirmou o médico.