[[legacy_image_77848]] Além de ter aumentado o número de pessoas com ansiedade e depressão durante a pandemia, cresceu também a quantidade de pacientes que desenvolvem esses quadros após terem covid-19. Ainda não se sabe ao certo as razões para que essas sequelas psicológicas apareçam, mas especialistas dão algumas dicas para que a situação não chegue a esse ponto. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Segundo o psiquiatra Fernando Santana, é uma soma de fatores que faz com que as pessoas desenvolvam depressão e ansiedade após terem coronavírus. "Além de lidar com toda a situação de afastamento do outro, da economia e outras dificuldades da pandemia, pode ser algo relacionado a própria doença. Não temos muitos estudos para chegar a uma conclusão". Ele diz que o estresse de não ter mais socialização e a mudança da rotina já são fatores mais do que suficientes para que se chegue a esse ponto. "Outra questão é que algumas pessoas estão mais propensas a isso por genética, por exemplo". Ao enfrentar a covid-19, algo que aterroriza a maioria das pessoas só de pensar a respeito, pode acontecer uma mudança, defende a psicóloga Natália Toledo. "A doença mudou nossa vida, a forma de ver as coisas, a maneira como convivemos com as pessoas. Isso tudo traz alterações significativas, pricipalmente do ponto de vista psicológico. Descobrir o diagnóstico positivo de algo dessa proporção mexe com algumas pessoas". Sinais Para ela, é importante que seja feito todo um trabalho ao perceber qualquer aumento da irritabilidade, cansaço excessivo, tristeza e isolamento. “Estar bem consigo neste momento é fundamental. Quem adoece fisicamente está preparado para toda a carga emocional, ainda que seja ainda mais difícil para quem tem casos mais graves, que exigem internação e até entubação”, explica Natália. CLIQUE AQUI E SAIBA MAIS SOBRE ANSIEDADE E DEPRESSÃO Saúde mental O também psicólogo Rafael Gomes diz que a síndrome pós-covid envolve não apenas a infecção orgânica, que é a capacidade do vírus de entrar no sistema nervoso central e provocar até mesmo AVC e tromboses no cérebro. "Temos a questão da saúde mental, que é muito forte. É natural que exista uma ansiedade, que aumenta quando a pessoa ou alguém próximo a ela pega o coronavírus. Medo de morte, de sofrimento e de não conseguir lidar com a situação provocam alterações psicológicas". Por isso, ele avalia que o melhor caminho é reconhecer que existe algo errado quando a memória não está tão boa, que a atenção não é mais a mesma, que se sente mais medo do que o normal. "Procure alguém que possa ajudar e estar junto, se não tiver forças para ir direto a um profissional de saúde para um diagnóstico preciso e tratamento".