A praga digital é capaz de espionar mensagens, roubar senhas, acessar dados bancários e controlar remotamente o aparelho da vítima (FreePik) Uma nova ameaça digital tem colocado em alerta usuários de celulares Android no mundo todo. Batizado de PlayPraetor, o trojan bancário já infectou mais de 11 mil dispositivos móveis em ao menos 20 países. A praga digital, considerada uma das mais sofisticadas do tipo, é capaz de espionar mensagens, roubar senhas, acessar dados bancários e controlar remotamente o aparelho da vítima. Especialistas em cibersegurança classificam o malware como um dos mais perigosos de 2025. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O que é o trojan PlayPraetor? PlayPraetor é um malware da categoria trojan bancário, ou seja, um tipo de vírus disfarçado que se infiltra no sistema como se fosse um app legítimo — muitas vezes por meio de links falsos, APKs piratas ou até anúncios maliciosos. Assim que instalado no dispositivo, o vírus: Captura credenciais de acesso a aplicativos bancários, Espiona notificações e mensagens recebidas, Controla remotamente o aparelho, inclusive com comandos para abrir apps, gravar tela e clicar em botões. De acordo com a empresa de cibersegurança Cyble Research and Intelligence Labs (CRIL), que identificou o ataque, o PlayPraetor tem código avançado, com capacidade de se ocultar de antivírus e atualizações de sistema, tornando a detecção mais difícil. Como está a disseminação do PlayPraetor? Segundo o relatório da CRIL, os ataques do trojan já atingiram usuários em pelo menos 20 países, incluindo: Brasil, Estados Unidos, Índia, Alemanha, México, Indonésia, Espanha, e Reino Unido. Ao todo, mais de 11 mil dispositivos Android já foram comprometidos, e o número pode ser ainda maior, considerando que parte das infecções permanece silenciosa. Como ele infecta os celulares? O trojan PlayPraetor é disseminado por meio de: Apps falsos instalados via arquivos APK, fora da Play Store, Mensagens com links de phishing enviados por SMS, WhatsApp ou e-mail, Anúncios disfarçados em sites e redes sociais, que redirecionam para páginas de download malicioso. Muitos desses apps se passam por: Atualizações falsas de sistema, Aplicativos de escaneamento de QR Code, Apps de rastreamento de encomendas, Ferramentas de limpeza ou antivírus genéricos. O que o vírus é capaz de fazer? Os criminosos conseguem: Interceptar e ler mensagens SMS e WhatsApp, Capturar logins e senhas digitados na tela, Gravar vídeos ou áudios sem consentimento, Realizar transações bancárias remotamente, Desativar o antivírus ou configurações de segurança do próprio celular. Por isso, a recomendação é agir com rapidez ao notar qualquer comportamento suspeito no dispositivo. Como se proteger do PlayPraetor? Especialistas em segurança digital listam medidas essenciais: 1. Nunca instale APKs de sites desconhecidos Evite baixar apps fora da Google Play Store, especialmente links compartilhados em grupos ou e-mails. 2. Use antivírus confiável e mantenha atualizado Opte por soluções reconhecidas e configure para verificação automática de novos aplicativos. 3. Ative a verificação em duas etapas nos aplicativos bancários Mesmo que a senha seja comprometida, a autenticação em dois fatores reduz o risco de invasão. 4. Desconfie de mensagens com links, mesmo de contatos conhecidos Muitas campanhas de malware usam engenharia social para enganar os usuários. 5. Fique atento a permissões excessivas Se um app de lanterna pedir acesso à câmera e microfone, algo está errado.