[[legacy_image_229268]] A adolescente Alyssa, de 13 anos, foi submetida a um tratamento revolucionário para o tratamento de uma leucemia linfoblástica aguda de células T, um câncer agressivo diagnosticado em 2021. Essas células deveriam ser guardiãs do corpo, protegendo de ameaças. Na menina, elas passaram a ser o risco com a leucemia. Depois do tratamento ela não apresenta mais o diagnóstico da doença. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Alyssa já havia passado por quimioterapia e transplante de medula óssea, mas sem resultado positivo. Foi então que uma equipe do hospital Great Ormond Street, de Londres, ofereceu o uso de uma tecnologia chamada edição de base, criada há cerca de seis anos. Com isso, os cientistas ampliam uma parte específica do código genético, e alteram a estrutura molecular, alterando instruções genéticas. Com isso, eles criaram um novo tipo de célula T, capaz de eliminar as células cancerígenas de Alyssa. Alyssa foi a primeira pessoa a testar a técnica experimental, utilizando milhões dessas células modificadas. Elas foram implantadas em maio de 2022. [[legacy_image_229269]] Com o tratamento, a adolescente ficou vulnerável, uma vez que as novas células atacaram ambas as células T. As cancerígenas e as que protegem o corpo. Cerca de um mês depois, Alyssa apresentava diminuição do câncer. Ela foi então submetida a um novo transplante de medula para reabilitar o sistema imunológico. Desde então, Alyssa ficou livre da leucemia. "Os médicos disseram que os primeiros seis meses são os mais importantes. Continuamos a acreditar. Se eles realmente conseguirem eliminar o câncer, ela vai ficar bem", disse a mãe da menina, Kiona, ao jornal The Guardian. Mais casosA equipe do hospital Great Ormond Street, animada com os resultados de Alyssa, procura outros 10 casos de leucemia linfoblástica aguda de células T, como da adolescente, e que tenham passado pelos mesmos tratamentos tradicionais para tentar novamente o procedimento. Caso o resultado siga positivo, eles acreditam que possam estender o estudo para outros casos de câncer. "É nossa engenharia celular mais sofisticada até agora, e isso abre caminho para outros tratamentos e futuros mais risonhos para crianças doentes", disse o médico imunologista Waseem Qasim, um dos cientistas que lidera o projeto. * com informações de cnn portugal