Envelhecer com saúde é um dos maiores desafios dos dias atuais. Conjugar a passagem do tempo com uma vida produtiva e plena tem mobilizado a sociedade, que busca soluções para essa equação vital. Pois a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), no seu Campus Baixada Santista, está recrutando voluntários idosos (com 60 anos ou mais) para mais uma pesquisa sobre envelhecimento saudável. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A professora Thaís Santos Contenças, uma das responsáveis pela pesquisa “A influência da atividade física no envelhecimento saudável de idosos residentes em Santos”, explica que o estudo ainda está em andamento e, por isso, as conclusões definitivas ainda serão estabelecidas ao final da pesquisa. No entanto, achados da literatura científica já demonstram uma relação importante entre a prática regular de atividade física e um amadurecimento com mais saúde. “Esses dados mostram que pessoas idosas fisicamente ativas tendem a apresentar melhor força muscular, equilíbrio, mobilidade e capacidade funcional, além de menor risco de quedas e melhores resultados em aspectos relacionados à função cognitiva. É justamente a partir dessas evidências que estamos desenvolvendo nossa pesquisa com idosos residentes em Santos”, afirma. Segundo ela, o objetivo é compreender como diferentes níveis de atividade física estão relacionados ao equilíbrio, à marcha, à força muscular, ao medo de cair, à capacidade funcional e ao desempenho cognitivo. “Embora ainda não tenhamos os resultados finais, nossos achados até o momento tendem a sugerir que os idosos com níveis mais altos de atividade física apresentam menor risco de quedas e melhor desempenho cognitivo e funcional quando comparados àqueles com níveis mais baixos de atividade física. Esses resultados reforçam a importância de manter uma vida fisicamente ativa ao longo do envelhecimento, sempre respeitando as características e as condições individuais de cada pessoa”, pondera Thaís. O estudo é específico do Campus Baixada Santista da Unifesp e tem como foco os idosos residentes em Santos. Embora outros campi desenvolvam pesquisas relacionadas ao envelhecimento e à atividade física, o projeto não é realizado de forma conjunta para um cruzamento de dados. Até o momento, 97 idosos já participaram do processo de triagem e avaliação do estudo. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, 53 participantes concluíram todas as etapas da pesquisa e compõem a amostra analisada até o momento. As idades variaram entre 60 e 82 anos, sendo a maioria mulheres: 41 dos 53 participantes. Autonomia A responsável pela pesquisa reforça que um dos pontos que aparece de forma bastante consistente, tanto nas pesquisas anteriores quanto nas nossas análises, é a importância de manter o idoso fisicamente ativo para preservar sua autonomia. “A atividade física está relacionada à manutenção da força muscular, do equilíbrio, da mobilidade e da capacidade funcional, fatores fundamentais para que o idoso consiga realizar suas atividades do dia a dia com mais segurança e independência”, cita. A partir desses achados, podemos pensar em estratégias de promoção da saúde que incentivem a prática regular de atividade física, exercícios de força, equilíbrio e mobilidade. “A ideia não é apenas aumentar a longevidade, mas ajudar as pessoas a envelhecerem com mais qualidade de vida, autonomia e participação social, reduzindo consequências que podem acompanhar o processo de envelhecimento, como perda de mobilidade, quedas e dependência”, emenda Thaís. Funcionamento Inicialmente, é feita uma entrevista para conhecer as características dos participantes e o nível de atividade física. Depois, são avaliados cognição, força muscular, equilíbrio, mobilidade, marcha e medo de cair. Na marcha, é feita uma análise da cinemática do movimento em um laboratório com câmeras e marcadores posicionados em pontos estratégicos do corpo enquanto o participante caminha. As imagens são analisadas posteriormente por um software específico, que permite avaliar características do movimento durante a caminhada, como velocidade, comprimento e regularidade dos passos. Também é utilizada uma plataforma de força para analisar o equilíbrio e a oscilação do corpo; um dinamômetropara medir a força muscular e a bioimpedância para avaliar a composição corporal. Assim, é obtida uma avaliação ampla e integrada da condição funcional dos idosos. Como participar Os testes aplicados são simples e não invasivos, com duração aproximada de duas horas. As avaliações serão realizadas exclusivamente na unidade da Unifesp localizada no Centro Histórico de Santos (Rua XV de Novembro, 195). Os voluntários receberão um feedback sobre sua saúde e orientações personalizadas. Interessados podem entrar em contato pelo telefone/WhatsApp (13) 99690-4406 ou pelo e-mail envelhecimentosaudavel.pesquisa@gmail.com