[[legacy_image_63739]] Ficar em casa foi, desde o início da pandemia, uma das principais recomendações. Mas como decidir se determinados sintomas valem a ida a um hospital? Foi pensando em solucionar essa questão que nasceu o projeto Missão Covid com a proposta de realizar teleatendimento gratuito a pacientes com sintomas de covid-19. Em um ano, já foram realizados mais de 91 mil atendimentos e, agora, com o recrudescimento da pandemia, o projeto busca mais voluntários. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Idealizado pelo médico cardiologista Leandro Rubio e o CEO da GO.K – empresa de inovação digital – Cristiano Kanashiro, o Missão Covid foi pensado no dia 20 de março do ano passado e três dias depois a plataforma oficial de atendimento já estava no ar, com 20 médicos voluntários para as consultas on-line. De lá para cá, o projeto cresceu e já contou com 1.400 profissionais. No período entre março de 2020 e fevereiro de 2021, foram registradas 18.487 solicitações de atendimentos só no Estado de São Paulo. O volume é crescente, mas o atendimento acaba dependendo do número de voluntários. “Atualmente, os pacientes chegam na teleconsulta mais orientados em relação às medidas que precisam adotar para não contaminar familiares e permanecem isolados em casa”, conta Rubio. Porém, nos últimos meses, o número de pacientes graves aumentou. “Além disso, comparando junho do ano passado e março deste ano, tivemos um aumento da procura em todas as faixas etárias, sendo bastante expressiva entre 31 e 50 anos e também entre 51 e 70 anos”, revela o médico. Alívio para o sistema Segundo Rubio, a maior parte dos brasileiros utiliza o Sistema Único de Saúde (SUS), que vem trabalhando acima da capacidade para prestar o melhor atendimento e acompanhamento possível aos pacientes com covid-19 e outras doenças. Dessa forma, o Missão Covid oferece o atendimento primário às pessoas com sintomas relacionados ao novo coronavírus, direcionando aquelas que precisam de atendimento presencial para as unidades de saúde e acompanhando a distância aquelas que estão em situação de baixa complexidade. “Além disso, evita a ida desnecessária de pacientes de baixa complexidade (grande maioria) às unidades, ajudando a diminuir a superlotação e que outras pessoas se contaminem”, afirma o médico.