[[legacy_image_52797]] A produção da vacina contra a covid-19 Oxford/AstraZeneca totalmente nacional deverá agilizar em vários meses a vacinação total de todos os brasileiros adultos, explicam especialistas ouvidos por ATribuna.com.br. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) recebeu na última quarta-feira os bancos de células e de vírus para a produção do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA). Com isso, a previsão é que as primeiras doses do imunizante produzidos totalmente no Brasil sejam entregues em outubro deste ano. A estimativa da fundação é de que sejam produzidas, por mês, cerca de 15 milhões de doses da vacina na fábrica de Bio-Manguinhos. Faltam ainda treinamento da equipe técnica e a elaboração da documentação técnica dos processos produtivos do IFA nacional. Em São Paulo, o Instituto Butantan também trabalha para começar a produzir, no segundo semestre, a Butanvac, vacina 100% nacional. Na prática, segundo o infectologista Eduardo Santos, é um m avanço significativo na produção de imunizantes, sem a dependência da China enviar insumos. “A oferta de vacinas no segundo semestre será muito maior por conta da agilidade de ser algo nacional. Tenho certeza de que ganharemos vários meses na batalha contra a covid-19, pois as cidades da região têm a estrutura para vacinar, faltam apenas os imunizantes”. Ele explica que o Brasil perdeu muito tempo para começar a produzir algo totalmente nacional e que isso resultou em mais mortes pela doença. No entanto, com essa iniciativa, ele acredita que as coisas vão melhorar. “Eu vejo como uma luz no fim do túnel. Estamos muito atrás da maioria dos países e sem necessidade, por pura falta de seriedade no enfrentamento da doença. Por outro lado, estamos dando um passo importante e tentando recuperar o tempo perdido”, explica Eduardo. Alternativa Quem concorda com ele é o infectologista Jacyr Pasternak. Ele alerta que teremos uma situação mais segura apenas quando ao menos 75% da população estiver imunizada com as duas doses da vacina. “Infelizmente, não acredito que isso aconteça até o fim deste ano, principalmente por conta do intervalo entre as doses, mas é mais uma alternativa à disposição”. A infectologista Renata de Sampaio ressalta que o País tinha estrutura para ser pioneiro na produção e distribuição de vacinas. “O Brasil poderia ter saído na frente na vacinação devido à competência de seus profissionais e à capacidade de produzir os imunizantes. Infelizmente, decisões políticas nos colocaram na situação atual, mais próximo de uma terceira onda do que da imunização da população”.