(Adobe Stock) A pesquisa científica no Mercosul, especialmente no Brasil, tem mais um incentivo. Seguem abertas, até o dia 31 de agosto, as inscrições para o 19º Prêmio Mercosul de Ciência, Tecnologia e Inovação. A iniciativa reconhece trabalhos científicos que contribuam para o desenvolvimento dos países integrantes do bloco e que fortaleçam a integração. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O tema desta edição é Descarbo-nização e Transição Energética para um Mundo mais Sustentável, com foco em soluções inovadoras para a redução das emissões de gases de efeito estufa e a promoção de matrizes energéticas mais limpas e eficientes. O prêmio é concedido nas categorias iniciação científica, estudante universitário, jovem pesquisador, pesquisador sênior e integração (para grupos de pesquisa). “O Prêmio Mercosul de Ciência, Tecnologia e Inovação tem uma importância estratégica porque, desde sua criação, em 1998, vem valorizando pesquisas que possam contribuir na solução de desafios concretos da sociedade e incentivar o intercâmbio e a integração regional no meio científico e acadêmico”, afirma o coordenador de execução e difusão de prêmios nacionais e internacionais em Ciência, Tecnologia e Inovação, Cassiano D’Almeida. Ele integra o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e explica que, até o momento, o prêmio conta com 77 inscrições, sendo que a maior parte dos candidatos da Região Sudeste (48% do total), seguido por Nordeste, Sul, Norte e Centro-Oeste. Prêmios e tópicos Os primeiros colocados em cada categoria receberão premiações em dinheiro: R\$ 20 mil (iniciação científica), R\$ 30 mil (estudante universitário), R\$ 40 mil (jovem pesquisador), R\$ 50 mil (pesquisador sênior) e R\$ 60 mil (integração). Em caso de trabalhos em equipe, o prêmio será entregue ao autor principal do estudo. Além da quantia em dinheiro, os vencedores poderão receber certificados e ter seus trabalhos publicados em livro. As pesquisas inscritas devem estar alinhadas ao tema da edição e podem abordar os seguintes tópicos: armazenamento de energia e modernização dos sistemas energéticos, combustíveis sustentáveis e descarbonização dos transportes, energias renováveis e eficiência energética, hidrogênio de baixa emissão de carbono e minerais e materiais críticos e estratégicos para transição energética. Iniciação científica D’Almeida reforça que o CNPq promove a iniciação científica de alunos de graduação por meio de programas de bolsas de Iniciação Científica (Pibic); desenvolvimento tecnológico e inovação (Pibiti); voltado para Ações Afirmativas (Pibic-Af); Ensino Médio (Pibic-EM); e Mestrado (Picme) e a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). “Também reconhecemos trabalhos de destaque com os prêmios Jovem Cientista, Destaque na Iniciação Científica e o próprio Mercosul de Ciência, Tecnologia e Inovação. Ao estimular um estudante a desenvolver seu primeiro projeto de pesquisa e reconhecer esse trabalho, estamos ajudando a construir uma trajetória que pode começar na iniciação científica e chegar à formação de mestres e doutores”, sinaliza o coordenador.