[[legacy_image_260382]] É chegada a época de atualizar a carteira de vacinação com o imunizante contra a gripe. Campanhas sobre o tema tomaram conta da Baixada Santista durante o mês de abril e uma dúvida se formou: é necessário ter um intervalo ou pode tomar junto com a vacina bivalente da Pfizer contra a covid-19? Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O infectologista Roberto Foccacia e o diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia, Leonardo Weissmann, afirmam que não há restrições sobre tomar os dois imunizantes que estão em campanha juntos. Focaccia reforça que não há restrição alguma para quem já está indicada a bivalente tomar a vacina da gripe. Aliás, o especialista reforça que as duas podem ser administradas ao mesmo tempo. Por sua vez, Weissmann explica que, além de ser segura, a medida é uma garantia de que as pessoas recebam todas as suas vacinas. Não se pode perder qualquer oportunidade para vacinar e proteger a população. “Pelos conhecimentos atuais, não existe nenhuma preocupação de segurança com a administração das duas vacinas ao mesmo tempo. As principais reações que podem acontecer são dor e vermelhidão no local de aplicação, além de febre, calafrios, fadiga, dor no corpo e dor de cabeça, que geralmente são leves a moderadas, e desaparecem rapidamente, em até 24 a 48 horas”, informa. GripeA vacina contra gripe é altamente recomendada a toda população, porque a doença causa elevada mortalidade, segundo Focaccia. O infectologista ressalta que, ainda que em idosos a resposta imunoprotetora seja um pouco mais reduzida, o imunizante continua realizando uma proteção necessária para a faixa etária. “Depende da situação imunológica de cada indivíduo. É preciso lembrar que os idosos têm imunosenescência, isto é, um decréscimo da situação imunológica devido ao envelhecimento. Mas como a proteção anticorpica vai a 70 ou 80% de proteção vale a pena ser vacinado. Qualquer percentual é lucro”, afirma. O especialista também desmente a crença popular de que a vacina da gripe acaba deixando o paciente gripado. “Essa afirmação é falsa. A resposta anticórpica pode demorar 3 a 6 semanas e nesse intervalo a pessoa não está ainda protegida e pega a infecção. Além do fato que nem todos tem 100% de proteção à vacinação”. BivalenteSobre a vacina bivalente da Pfizer, Focaccia relembra que a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que antes dela, as três doses regulares precisam ser aplicadas para todas as pessoas como esquema básico. “Ela (a bivalente) oferece proteção contra variantes do vírus que surgiram mais recentemente e estão circulando. Entretanto, como esta bivalente tem causado mais efeitos colaterais recomenda-se priorizar idosos e imunossuprimidos, pesando risco-benefício. Isso leva em consideração a situação epidemiológica com altos níveis de vacinação na população, a redução acentuada de mortes porque a vacinação tem um potente efeito clínico em causar infecções mais leves e, em contrapartida, os efeitos colaterais da bivalente”, explica.