[[legacy_image_29473]] A pré-venda do novo iPhone 12 já registrou o dobro da quantidade vendida em relação à do iPhone 11 nos primeiros dias de comercialização. As informações são do relatório do analista da Apple Ming-Chi Kuo, compartilhadas pelo site 9to5Mac.com. E há explicação física e psicológica para essa procura mesmo em período de pandemia e crise econômica. Clique aqui e assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90. Ganhe, na hora, acesso completo ao nosso Portal, dois meses de Globoplay grátis e, também, dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Para a psicóloga santista Kauany dos Santos Rodrigues de Souza, o isolamento causado pelo período pandêmico certamente contribui para a busca de 'compensações'. Ela lembra que fazer compras é algo prazeroso para muitas pessoas, e que o ser humano só se vicia naquilo que lhe traz prazer. "E nesse caso, além do prazer da compra há a ostentação", afirma. Com a quarentena, as pessoas gastaram menos com viagens, jantares, compras, e isso aflora a sensação de haver mais dinheiro disponível. Kauany lembra que os famosos algoritmos da Internet também detectam as preferências de cada um, mostrando sempre o que queremos ver, e nos mantendo presos à conectividade. O Neurocientista e psicanalista Fabiano de Abreu, com especialização em propriedades elétricas dos neurônios em Harvard nos Estados Unidos, alerta para outro aspecto. Segundo ele, "a cultura da realidade abstrata promovida pela rede social, faz do iPhone um ótimo candidato para a ostentação onde só pode tê-lo quem tem dinheiro. Isso também faz liberar a dopamina pela conquista em acreditar que outras pessoas estão admiradas, assim como pelas boas fotos para que tenha mais conquistas de curtidas e seguidores, e esse conjunto ameniza a insegurança." Viver numa realidade virtual pode levar à perda de personalidade, fobias, complexos, depressão ou até, na pior das hipóteses, o rompimento com a realidade, alerta Kauany. "Noites mal dormidas geram dias menos produtivos, a pessoa se sente mal, ineficiente, e pode buscar conforto onde se sente bem, ou seja, conectada", completa. Ela afirma estar atendendo vários pacientes com déficit de atenção, perda de memória, foco e sono. Objeto de desejo Apesar do alto custo, e independentemente dos motivos, os aparelhos iPhone 12 e iPhone 12 Pro estão em pré-venda desde 16 de outubro. A linha virá, desta vez, sem fones de ouvido e carregador, trazendo apenas o cabo para conexão. Será também a primeira vez que um aparelho celular chega ao Brasil custando mais de R\$ 10 mil. A reportagem de ATribuna.com.br conversou com lojas locais que comercializam o produto. Eles não apontam uma aparente procura evidente por enquanto, porém lembram que a pandemia aqueceu muito o comércio online, o que deixa opcional a ida até uma loja para quem já é acostumado com a marca.