O consumo indiscriminado de adoçantes artificiais pode trazer prejuízos silenciosos, especialmente ao sistema nervoso (Divulgação) Com o apelo de oferecer sabor doce sem calorias, os adoçantes artificiais ganharam espaço nas mesas e nas indústrias alimentícias de todo o mundo. Entre eles, a sucralose, conhecida comercialmente em marcas como Splenda®, é uma das mais utilizadas. No entanto, um novo estudo acende um sinal de alerta: um composto derivado da sucralose pode afetar diretamente as defesas naturais do cérebro. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Pesquisadores da North Carolina State University, nos Estados Unidos, identificaram que o sucralose-6-acetato — um subproduto da sucralose — pode comprometer a integridade da barreira hematoencefálica, uma espécie de filtro protetor que impede que substâncias nocivas do sangue cheguem ao cérebro. Além disso, o composto estaria ligado a processos inflamatórios no organismo. Entenda o que é a barreira hematoencefálica A barreira hematoencefálica é uma estrutura altamente seletiva que protege o sistema nervoso central contra toxinas, microrganismos e outras substâncias potencialmente perigosas presentes no sangue. Ela atua como um verdadeiro "porteiro do cérebro". Qualquer comprometimento dessa barreira pode abrir caminho para infecções, inflamações e, em casos mais graves, doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson. O que o novo estudo revela Publicado em 2023 na revista Journal of Toxicology and Environmental Health, o estudo expõe que o sucralose-6-acetato: Danifica a integridade celular da barreira hematoencefálica em testes laboratoriais com células humanas. Ativa genes relacionados à inflamação. Pode ser encontrado no intestino de pessoas que consomem sucralose regularmente, indicando que esse composto é formado no processo de digestão. A pesquisa também aponta que o consumo contínuo da substância pode promover disfunções metabólicas e neurológicas ao longo do tempo. O que dizem os órgãos reguladores? Atualmente, a sucralose é considerada segura por agências como a Food and Drug Administration (FDA) dos EUA e a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA). No entanto, esses novos achados reforçam a necessidade de revisões periódicas e independentes sobre a segurança de adoçantes artificiais, especialmente quando expostos ao calor ou ao metabolismo intestinal. Alternativas naturais e seguras Se você deseja reduzir ou eliminar o açúcar da dieta, sem recorrer aos adoçantes artificiais, especialistas sugerem opções como: Stevia: adoçante natural extraído de uma planta, sem calorias e com estudos favoráveis à saúde. Xilitol e eritritol: álcoois de açúcar com menor impacto glicêmico. Frutas secas: como tâmaras e uvas-passas, que adoçam naturalmente receitas caseiras.