[[legacy_image_170750]] O nosso intestino está diretamente ligado à nossa saúde. Portanto, quando ele não vai bem, outras partes do corpo também tendem a ir mal. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Segundo a nutricionista e professora do curso de Nutrição da Universidade Metropolitana de Santos (Unimes), Natalia dos Reis, a constipação, também chamada de intestino preguiçoso, pode promover um quadro de disbiose — um desequilíbrio entre a qualidade e a quantidade de micro-organismos presentes no microbioma intestinal. “O aumento do tempo de trânsito (dos micro-organismos) pode favorecer a aderência deles no intestino. A partir de então, outros desequilíbrios podem surgir, como o aumento da permeabilidade intestinal, que pode levar ao surgimento de alergias, intolerâncias e outros eventos inflamatórios locais ou não.” A nutricionista afirma que a constipação geralmente acomete mais mulheres grávidas e idosos, mas qualquer pessoa pode sofrer desse problema. "A constipação é muito influenciável por fatores ambientais como estilo de vida, assim como é um sintoma clínico de outras doenças pré-existentes, como a síndrome do intestino irritável", explica Natalia. A também nutricionista Fernanda Liberal ressalta que, em mulheres, a causa pode ser hormonal, mas o motivo principal do problema costuma ser o consumo excessivo de proteína animal e de alimentos industrializados. “A constipação é muito influenciável por fatores ambientais, como estilo de vida e é um sintoma clínico de outras doenças preexistentes, como a síndrome do intestino irritável”, explica Natalia. O intestino preguiçoso pode ocorrer quando se ingerem poucas fibras e poucos compostos fenólicos presentes nos alimentos naturais, como frutas, legumes e verduras. Outro motivo é a hidratação inadequada. O uso de medicamentos e sedentarismo também pode influenciar na constipação. “É bom se alimentar de forma equilibrada, comendo mais frutas, legumes e verduras, bebendo água adequadamente, acostumando-se a evacuar em horários e situações regulares todos os dias para acostumar o seu corpo a esse acontecimento natural. Hábitos como beber café ou fumar para promover a defecação não são indicados”, afirma a docente da Unimes. Apesar de ser um problema tratável com mudanças de hábitos e alimentação, há situações em que a constipação pode se tornar crônica. Há casos em que o paciente precisa de avaliação médica e podem ser prescritos laxantes ou lavagens intestinais. Fernanda ressalta que também é possível tratar ou prevenir o problema com probióticos e prebióticos, conhecidos como alimentos funcionais, presentes em iogurtes, leites fermentados e coalhadas. “Eles agem normalizando os movimentos do intestino e melhoram a imunidade. Os probióticos são micro-organismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, agregam benefícios à saúde”, orienta.