Momentos de introspecção podem ser decisivos para a criatividade e inovação — traço em comum entre nomes como Leonardo da Vinci e Bill Gates () Por décadas, o coeficiente de inteligência (QI) foi considerado a principal régua para medir a genialidade humana. Mas, segundo o neurocientista britânico Joseph Jebelli, autor de diversos estudos sobre o cérebro, a característica que realmente conecta figuras como Bill Gates e Leonardo da Vinci não é o alto QI, e sim a habilidade de lidar com a solidão consciente — uma forma produtiva de isolamento que impulsiona a criatividade e a inovação. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! O que diz o especialista Em entrevista recente, Jebelli destacou que a inteligência vai muito além dos números. “O QI mede apenas uma fração do que chamamos de cognição humana. Pessoas extraordinárias tendem a encontrar na solidão um espaço fértil para reflexões, descobertas e novas ideias”, explicou. Segundo ele, esse tipo de solidão não é sinônimo de isolamento social, mas de um tempo intencional dedicado à concentração profunda, no qual a mente pode explorar soluções criativas. O papel da solidão criativa Grandes nomes da ciência e da arte, de Isaac Newton a Steve Jobs, recorreram a momentos de recolhimento para pensar de forma mais ampla. Essa prática, de acordo com Jebelli, está associada a benefícios como: Maior clareza mental; Estímulo à criatividade e ao pensamento crítico; Redução da sobrecarga causada por estímulos externos; Capacidade de enxergar conexões que passam despercebidas em meio ao ritmo acelerado da vida cotidiana. Além do QI Embora o QI ainda seja usado em testes acadêmicos e profissionais, o neurocientista ressalta que características como disciplina, curiosidade, resiliência e introspecção desempenham papel tão ou mais importante para o desenvolvimento humano. Para ele, entender essa dimensão é fundamental num mundo hiperconectado, em que o tempo de silêncio e reflexão se torna cada vez mais escasso. O que isso significa para nós Na prática, a lição de Jebelli não se limita a gênios ou grandes nomes da história. Reservar momentos para a introspecção — seja por meio da leitura, escrita, meditação ou simplesmente contemplação — pode ajudar qualquer pessoa a ampliar seu potencial cognitivo e encontrar novas perspectivas para problemas do dia a dia.