[[legacy_image_23198]] Um aumento na ocupação de leitos hospitalares para pacientes com covid-19 nos hospitais particulares de Santos tem preocupado médicos da Cidade, apesar dos números ainda não aparecerem em estatísticas sobre o assunto. Clique aqui e assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90. Ganhe, na hora, acesso completo ao nosso Portal, dois meses de Globoplay grátis e, também, dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Um médico do Hospital Ana Costa de Santos informou que a unidade está ampliando os leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) justamente para dar conta da demanda. “Parece que o assunto pandemia de coronavírus ficou para trás. Mas, quem trabalha com isso, vê os leitos ficando cada vez mais cheios e se despede de amigos da área da saúde que perdem a luta contra a doença”, diz ele, que prefere não ter o nome revelado. A Casa de Saúde, por sua vez, revela que na unidade Santos são 13 leitos de enfermaria com ocupação máxima (veja abaixo). Outro médico, que atende em mais de um hospital particular de Santos, diz que os leitos voltaram a ficar cheios de casos mais graves. “A população precisa entender que a doença ainda está aí e, com comportamentos irresponsáveis, as unidades de saúde estão cada vez mais cheias. Muitos leitos para covid-19 foram fechados e, agora, os números voltaram a aumentar”. O infectologista Marcos Caseiro revela que “claramente tem acontecido um aumento de casos”. “Santos é a cidade com a maior quantidade de pessoas com cobertura de plano de saúde. Quem tem essa assistência não busca atendimento público. É isso que temos visto neste momento”. Para ele, o aumento no número de pacientes em leitos, observado por médicos que trabalham diretamente com covid-19, traz de volta uma velha discussão. “A flexibilização foi muito rápida. Tínhamos uma queda nos números por conta de um isolamento meia-boca que estava sendo feito. Isso motivou a reabertura de setores e não tenho dúvida de que a contaminação voltou a acontecer. Reflexo disso é o aumento na ocupação de leitos”, diz Caseiro. De acordo com o especialista, ainda é cedo para pensarmos em uma segunda onda de contaminação já que ainda não saímos da primeira. “Nós nunca conseguimos parar a transmissão. Agora, isso está cada dia mais longe. Números Em 1º de setembro, eram 198 pessoas com sintomas do coronavírus internadas na rede hospitalar de Santos. Desses, 89 estavam nos leitos de UTI. A taxa de ocupação geral dos 628 leitos covid-19 estava em 32%. Entre os 256 leitos de UTI, era de 35%. Na rede privada, o índice era de 47% e, no SUS, de 26%. Já no dia 1º de outubro, eram são 152 internados, sendo 73 pacientes na UTI. A taxa de ocupação geral dos 602 leitos disponíveis estava em 25%. Nos 245 leitos de UTI, a taxa de ocupação era 30%. Na rede privada, a taxa era de 41% e, no SUS, de 22%. Já no dia 29 de setembro, última quinta, eram 205 internados. A taxa de ocupação hospitalar dos 618 leitos disponíveis era de 33%. Em UTI, eram 82 pacientes. Nos 253 leitos de UTI covid-19, a taxa de ocupação é de 32%. Na rede privada, a taxa é de 41% e, no SUS, de 26%. Respostas A Santa Casa de Santos diz que no boletim de 29 de outubro, havia 15 pacientes internados por covid-19 na UTI, e 24 internados em enfermarias. O hospital oferta para o SUS 30 leitos de enfermaria e 30 leitos de UTI. Para convênios, são 30 leitos de enfermaria e 20 leitos de UTI, também exclusivos para casos de covid-19. Já a Casa de Saúde explica que na unidade Santos são 13 leitos de enfermaria com ocupação máxima e 12 leitos UTI com 50% de ocupação. Já na unidade Praia Grande. são 29 leitos com ocupação de três deles, e 10 de UTI com ocupação de três. O hospital esclarece ainda que não há previsão de abertura de novos leitos no momento, só após a entrega do novo prédio, previsto para o final de janeiro. Os hospitais Ana Costa, Beneficência Portuguesa e São Lucas não responderam até o fechamento desta edição. Segundo os dados de ocupação informados à Secretaria de Saúde de Santos pelos próprios hospitais públicos e privados da Cidade, dos oito hospitais particulares um deles está com ocupação máxima dos atuais leitos de UTI disponíveis e outro da atual oferta de leitos de clínica médica. No entanto, a pasta esclareceu não tem autorização para divulgar os dados individualizados das instituições privadas. A Administração Municipal disse ainda que nenhum dos hospitais públicos está com ocupação máxima dos leitos de clínica médica ou de UTI, portanto há vagas disponíveis na rede SUS para atender munícipes que precisem de internação. O hospital de campanha Vitória, por exemplo, registra taxa de ocupação das UTIs de 23%.