[[legacy_image_149843]] A eficácia da possível aplicação de uma quarta dose da covid-19 no Brasil para a população em geral tem sido questionada e estudada. Infectologistas explicam como tem sido utilizada essa dose adicional e quais grupos poderão recebê-la. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! No Estado, o governador João Doria revelou, na quarta-feira, que discute aplicar o reforço em toda a população. Enquanto isso, o Ministro da Saúde criticou a declaração, dizendo que a prioridade é a terceira dose. O infectologista Evaldo Stanislau afirma que ainda não há embasamento científico robusto sobre a quarta dose. “Israel, que fez a primeira utilização dessa quarta dose e tem divulgado resultados preliminares, mostrou que, com ela, os anticorpos voltam a aumentar. Então, basicamente, o que se tenta fazer é manter anticorpos elevados através de uma estimulação vacinal.” O médico explica que, segundo estudos, quando se estimula a imunização com uma vacina diferente da anterior, a resposta de anticorpos é ainda maior. O infectologista Ricardo Hayden afirma que, se isso ocorrer, a quarta dose pode ser útil para conter os efeitos das mutações do vírus. “Quando você reforça com quarta dose, você vai tendo respostas mais consistentes contra as variantes de preocupação.” OUTROS PONTOS A médica Elisabeth Dotti entende que a quarta dose poderá ser necessária, mas, até o momento, três doses contra a covid-19 são suficientes para a população geral. “A não ser nos casos de imunossuprimidos, pacientes oncológicos, dá para esperar. Agora, a gente tem que correr atrás da segunda e da terceira dose de quem não tomou. Graças a esses (que não se vacinaram por completo), a gente está tendo a circulação do vírus e as mutações.” Ela diz, ainda, que o ideial seria inserir a vacinação contra covid-19 em um calendário anual, como na vacinação contra a gripe. Porém, para o médico Leonardo Weissmann, diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), ainda não há evidências científicas para se vacinar anualmente contra a covid-19. Em relação aos faltosos, o infectologista diz que a busca ativa desse público pode ser uma estratégia para aumentar a cobertura vacinal. Depois, se pensaria em quarta dose para públicos espefícicos, como idosos. O médico Marcos Caseiro lembra que a quarta dose é aplicada em imunossuprimidos quatro meses após a terceira e crê que pessoas desse grupo e acima dos 60 anos, provavelmente, deverão fazer uso dessa aplicação extra.