[[legacy_image_237096]] O primeiro caso da variante XBB.1.5 do coronavírus, conhecida como Kraken, foi detectado no Brasil nesta quinta-feira (5). O caso foi registrado em Indaiatuba, no interior de São Paulo. Infectologistas da Baixada Santista afirmam que essa é a subvariante com maior grau de transmissibilidade. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A Organização Mundial da Saúde (OMS) havia feito um alerta na quarta-feira (4) sobre o aumento de casos da XBB.1.5 pelo mundo. Nos Estados Unidos, ela já representa 40% dos casos de covid-19, crescendo 20% em uma semana. O diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Leonardo Weissmann, explica que a XBB.1.5 tem uma mutação na proteína Spike do vírus SARS-CoV-2, utilizada para a infecção das células. “Isso faz com que ela seja capaz de evitar a defesa imunológica e aumentando o escape dos anticorpos. Por esse motivo, ela é considerada a subvariante mais transmissível até o momento”. “Kraken era um monstro gigantesco na mitologia nórdica, semelhante a uma lula, que destruía navios. A XBB.1.5 recebeu esse apelido por se espalhar rapidamente, mais que as anteriores”, diz. Contudo, o especialista afirma que não há motivos para alarme, mas é importante que a população se mantenha informada sobre o tema e devidamente protegida. “Vacinando-se contra o coronavírus com todas as doses recomendadas e usando máscara de proteção respiratória, principalmente em lugares fechados e mal ventilados”. O profissional ainda reforça que, por enquanto, não há evidências de que ela cause quadros mais graves que as anteriores ou sintomas diferenciados, além dos mais comuns durante a infecção por covid-19. "Padrão clínico conhecido"O infectologista Roberto Focaccia diz que o nome Kraken tem um significado ainda precoce. “Supostamente, as vacinas atuais e os anticorpos naturais não teriam eficácia em proteger contra ela, mas é apenas uma suposição. Não há estudos robustos que confirmem essa impressão inicial”. “Pouco sabemos ainda sobre o quanto ela está circulando no Brasil. Até agora só foi isolado, os casos que temos atendido por enquanto são no mesmo padrão clínico conhecido”, explica. O especialista alega que ainda é cedo para dizer se a vacina bivalente é eficaz ou não contra a mutação do vírus. “A ordem é continuar vacinando com a bivalente que protege com as variantes ainda persistentes no Brasil, na pior das hipóteses”. “A sua capacidade de produzir doença mais grave é ainda pura suposição. Não creio que vá produzir uma nova onda tão forte. As variantes atuais da China são outras duas que não ultrapassaram as fronteiras ainda. Todos os países estão alertas aos viajantes do país”, informa.