[[legacy_image_167434]] O outono, além da força dos ventos e da queda de temperatura, também agrava o quadro de sinusite, que pode ser descrito em um primeiro momento como uma dor de cabeça, mas na prática acaba indo muito além disso. Afinal, trata-se de uma infecção viral ou bacteriana dos seios paranasais — que são pequenas cavidades anexas às vias aéreas superiores — relacionada a fatores como a mudança climática. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O médico responsável pelo serviço de pneumologia da Santa Casa de Santos, Alex Macedo, cita outros sintomas característicos. “Febre, secreção amarelo-esverdeada pelo nariz que pode, inclusive, escorrer para trás e gerar tosse, que piora à noite. Ainda há a sensação de peso na cabeça”, detalha. Macedo faz questão de traçar as diferenças entre sinusite e rinite, que atrapalham a rotina de tanta gente. Ele explica que a rinite é uma reação alérgica que pode ser identificada pelo entupimento, pelo escorrimento do nariz ou por espirros a partir da presença de poeira, mudança climática, cheiros ou até mesmo em um resfriado. “Ela pode ser um fator de maior possibilidade de o paciente se contaminar com o vírus ou bactéria e, assim, abrir um quadro da sinusite aguda. A dica para diferencia-las é notar a secreção amarelo-esverdeada, a febre e a queda do estado geral (de saúde).” O médico pneumologista ressalta que a sinusite “ataca mais” durante duas épocas do ano — outono e inverno —, quando há mudança climática. “Se for um quadro viral, dura de um a três dias e melhora apenas com limpeza local e descongestionantes nasais”, explica Macedo. Ele detalha que quadros mais “arrastados”, com duração da febre por quatro ou cinco dias, podem ser classificados como bacterianos. Essas situações devem ser tratadas com antibióticos, além dos cuidados já citados. Convivendo com a sinusiteA infecção esteve presente em diversos momentos da vida do professor Paulo Cesar Rebouças Menezes. “Tive muitos episódios de sinusite na infância e na adolescência. Hoje, acontece com menos frequência.” Ele conta que, além de aplicar os descongestionantes indicados, costuma inalar o vapor de chás para “aliviar os sintomas e diminuir os inchaços nasais”. A mudança climática é um dos “gatilhos” para o quadro. “Tal como vem acontecendo nos últimos dias aqui no Litoral de São Paulo", admite. Recomendações Diluir a secreção para que seja eliminada mais facilmente Em caso de gripe, resfriado ou processo alérgico que facilite o aparecimento da doença, beba pelo menos dois litros de água por dia e goteje de 2 a 3 gotas de solução salina nas narinas (muitas vezes por dia) Evite o ar-condicionado. Além de ressecar as mucosas e dificultar a drenagem de secreção, pode disseminar agentes infecciosos que contaminam os seios da faceIncline a cabeça para trás - o ato pode facilitar a saída da secreção dos seios nasais Caso os sintomas persistam, procure um médico. O tratamento inadequado pode fazer com que a doença se torne crônica