“Janeiro de 2026 foi o quinto janeiro mais quente a nível mundial", aponta o estudo (Alexsander Ferraz/Arquivo AT) O ano de 2026 começou com um mês de janeiro que está entre os cinco mais quentes desde o início dos registros, apesar de uma onda de frio no Hemisfério Norte. A informação é do observatório europeu Copernicus. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! “Janeiro de 2026 foi o quinto janeiro mais quente a nível mundial, com uma temperatura média do ar na superfície de 12,95°C, ou seja, 0,51°C acima da média de janeiro do período 1991-2020”, destacou o Copernicus no seu relatório mensal. Com isso, o mês passado foi apenas 0,28°C menos quente do que janeiro de 2025, o mais quente já registrado. “Isso mostra de forma contundente que o sistema climático pode gerar simultaneamente tempo muito frio em uma região e calor extremo em outra”, afirmou a vice-diretora do serviço de mudança climática do Copernicus, Samantha Burgess. O Hemisfério Sul registrou recorde de calor e incêndios em janeiro. O relatório menciona Austrália, Chile e Patagônia. As temperaturas mais elevadas em relação à média foram registradas no Ártico, na Groenlândia, na América do Sul, no norte da África e na Antártica, acrescenta o observatório europeu. Ao mesmo tempo, intensas ondas de frio foram registradas nas últimas semanas no Hemisfério Norte, especialmente na América do Norte, na Sibéria e na Europa. No continente europeu, o mês de janeiro foi o mais frio registrado desde 2010, com a temperatura média de -2,34°C nas zonas terrestres.