[[legacy_image_135503]] Infectologistas da Baixada Santista celebraram a decisão do Governo de São Paulo, em prorrogar a obrigação do uso de máscaras em todo o Estado de São Paulo até o fim de janeiro de 2022. A medida foi anunciada nesta segunda-feira (20) pelo governo paulista. De acordo com os médicos, ouvidos por A Tribuna, o uso da máscara é extremamente importante, principalmente diante das festas de fim de ano, férias e da variante Ômicron. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A nova deliberação impede a flexibilização no uso do equipamento em 11 de dezembro, plano que havia sido anunciado em 24 de novembro pelo governador João Doria (PSDB). De acordo com o infectologista Evaldo Stanislau, o período entre o final e começo de ano requer atenção em relação à disseminação do vírus da covid-19. “As pessoas viajam, vêm de outras regiões e com outras possibilidades de trazer doenças. Acho que é importante ter um maior rigor nessas situações”, explica, dizendo que a máscara e a vacina são as principais aliadas da proteção. “A vacinação completa não substitui a máscara”, ressalta, dizendo que é necessário o máximo de proteção em situações de ambientes fechados. “Aglomeração são pessoas a menos de um metro de distância uma das outras, ou seja, qualquer ponto de ônibus”. Stanislau observa que a decisão do Estado em manter a obrigatoriedade do uso a máscara até em ambientes externos é educativa. “Se a pessoa tira a máscara em alguma situação, ela pode achar que pode tirar em todas. É muito mais uma mensagem do que com uma necessidade biológica. O médico infectologista Marcos Caseiro, por sua vez, afirma que nunca foi a favor da liberação do uso de máscaras. “Achei que foi muito precipitado falar em tirar”. Ele disse que a falta de informações sobre a cepa Ômicron é uma preocupação. “Que ela (Ômicron) se dissemina muito mais não há dúvidas. (...) Temos que agir com prudência neste momento”. Caseiro continua: “Enquanto não tivermos mortalidade zero ou próximo de zero, não é nenhum desespero as pessoas continuarem se cuidando”. De acordo com o médico, o surgimento do surto da gripe H3N2 é outro fator que faz reforçar a obrigatoriedade do uso de máscaras. “É um vírus Influenza superimportante que está se disseminando”. Caseiro lembra que a vacina contra a gripe aplicada neste ano não protege contra a variante. Férias na praiaStanislau alerta sobre a importância do uso de máscara nas praias da Baixada Santista. “Se estiver em um grupo de pessoas que não fazem parte do mesmo convívio, vai ter que usar a máscara. Recomendo a descartável que é mais prática. Evidentemente que as pessoas vão ter algum desconforto de ficar na praia com a máscara, mas não tem jeito”, enfatiza. O infectologista ressalta que a única exceção para o uso da máscara é no momento de comer ou beber. “Tira (a máscara) rapidamente, se hidrata, come alguma coisa e põe de volta. Infelizmente é um limite que existe”, conclui.