[[legacy_image_228401]] Hábitos do dia a dia podem trazer riscos “invisíveis”. O fone de ouvido se tornou um item essencial para usuários de celulares. É comum ver o uso dele em academias, ônibus, caminhadas e no trabalho. Mas o acessório pode causar problemas a médio e longo prazos. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O recomendável é utilizar o acessório sempre abaixo de 80 decibéis. A otorrinolaringologista Ana Letícia Albino, de Santos, explica que são volumes medianos para os ouvidos e passar desse limite por mais de uma hora por dia pode causar alterações irreversíveis na audição. “O prejuízo na audição não ocorre de uma forma instantânea. Ele acontece pela exposição contínua do ruído e por tempos prolongados, como meses e anos. Temos que prestar atenção nessa onda que facilita o uso por muito tempo, pois são práticos e fáceis de usar. Isso gera uma rotina e vamos começar a ver cada vez mais pessoas com prejuízos na audição”, explica. Além disso, a especialista reforça que o ideal é utilizar o fone de ouvido sem pressionar ou fazer força. “Quanto mais inserido no conduto auditivo, que é o canal do ouvido, mais é prejudicial a audição”. “O uso desses equipamentos, se ultrapassarem os limites de uma hora por dia e 80 decibéis, a médio e longo prazo, vão causar alterações na audição. Algumas pessoas têm uma tendência genética a acontecer mais rápido e outras menos, mas todas vão ter algum problema”, afirma. Para usuários contínuos do fone de ouvido, é necessário se atentar em zumbidos na audição. “Toda vez que ele aparece, ele pode estar relacionado com uma perda auditiva ou uma alteração dentro da orelha média ou do nervo da audição. Não é a única causa, mas é uma delas”. “As alterações da audição, causadas por ruído, são irreversíveis. A gente tem uma lesão na cóclea, que é onde tem as células que captam audição, e não tem como recuperar a audição após a perda. Existe uma melhora da sensação e podemos tentar tratar o zumbido, mas são irreversíveis”, informa. PrevençãoEm continuidade da prevenção, o otorrinolaringologista do Hospital Albert Sabin de SP (HAS) e Membro da Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia e Academia Brasileira de Audiologia, Fernão Bevilacqua, explica que o ideal é utilizar headsets ao invés de fones de inserção. “O fone de má qualidade seria na intensidade do som, às vezes prejudica pela tendência que a pessoa aumente mais o volume. Sempre sugiro que a pessoa dê preferência ao headphone, que contempla a orelha inteira, porque assim os ruídos externos ficam menores e o indivíduo não precisa aumentar tanto o volume. Então acaba sendo uma maneira de utilizar um equipamento com volume mais baixo e recomendado”, diz. Um hábito que deve ser priorizado é a higienização e a troca das borrachas. “A perda auditiva induzida por ruído é irreversível. Se você tiver uma perda auditiva por causa do ruído, ela não volta mais. Também existem alguns trabalhos que pesquisaram condições referentes a isso. A gente preconiza a higienização das olivas do fone”, recomenda. O especialista explica que ao apresentar o mínimo sinal de dor ao utilizar o fone, zumbido e passa a ter dificuldade em ouvir e entender o que outras pessoas estão dizendo, é necessário consultar um profissional. “O ‘otorrino’ deve ser procurado sempre que a pessoa estiver com dúvida ou com certeza de alguma coisa”, conclui. Confira dicas dos especialistas para manter a saúde auditiva: Higienizar os fones, incluindo borrachas e espumasNão pressionar o acessório no canal auditivoNão ultrapassar os 80 decibéisSeguir as recomendações de som do dispositivo (celular ou computador)Não usar fones ‘piratas’Não exceder mais de uma hora diária exposto ao som altoOptar por headsetsNão utilizar fones quebrados ou com ruídos