Mais de 40% dos brasileiros sentem cansaço frequente, mesmo sem esforço físico (Divulgação / Freepik) Você acorda cansado, passa o dia com baixa energia e chega à noite sem vontade de fazer nada? Se essa sensação de esgotamento é constante, algo no seu corpo ou estilo de vida pode estar fora de equilíbrio. E não é apenas uma questão de dormir mais — o cansaço crônico tem diversas causas possíveis, e muitas vezes passa despercebido até afetar o desempenho no trabalho, nos estudos e na vida pessoal. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com um estudo publicado pela Harvard Medical School, cerca de 20% da população mundial relata sentir fadiga intensa com frequência. No Brasil, uma pesquisa do Instituto Datafolha, encomendada pela Fiocruz, identificou que mais de 40% dos brasileiros sentem cansaço frequente, mesmo sem esforço físico. Mas o que explica essa falta de energia persistente? A seguir, veja seis razões cientificamente reconhecidas para o cansaço constante — e o que você pode fazer para recuperar a disposição no dia a dia. 1. Carência de vitaminas e minerais Deficiências nutricionais, especialmente de ferro, vitamina D, complexo B e magnésio, estão entre as principais causas de fadiga física e mental. A anemia, por exemplo, reduz a oxigenação das células, gerando sonolência, fraqueza e falta de concentração. O que fazer: Solicitar exames laboratoriais para avaliar os níveis de vitaminas e minerais. Reforçar a dieta com vegetais verde-escuros, ovos, leguminosas e cereais integrais. Em alguns casos, pode ser necessário fazer suplementação com orientação médica. 2. Estresse crônico e saúde mental abalada Estresse prolongado ativa o eixo HPA (hipotálamo–pituitária–adrenal), gerando um estado de alerta constante que leva ao desgaste físico. Ansiedade, depressão e burnout também estão fortemente associados à fadiga mental. O que fazer: Estabelecer pausas regulares ao longo do dia. Praticar exercícios físicos leves, como caminhada ou yoga. Buscar ajuda psicológica, se o cansaço vier acompanhado de tristeza persistente, insônia ou apatia. 3. Qualidade do sono ruim (mesmo dormindo 8 horas) Dormir não é o mesmo que descansar. Problemas como apneia do sono, insônia ou sono fragmentado fazem com que o corpo não entre nas fases profundas do descanso, resultando em fadiga ao despertar. O que fazer: Evitar telas e luz azul pelo menos 1 hora antes de dormir. Manter um horário regular para dormir e acordar. Procurar um especialista em sono, caso roncos ou despertares frequentes estejam presentes. 4. Alimentação rica em ultraprocessados e pobre em fibras Alimentos com alto índice glicêmico (como pão branco, bolos, refrigerantes e fast food) causam picos de açúcar no sangue seguidos de quedas abruptas, o que provoca sonolência e queda de energia. O que fazer: Priorizar alimentos integrais, proteínas magras e gorduras boas (castanhas, azeite, abacate). Evitar consumo excessivo de cafeína e açúcar refinado. Fracionar as refeições ao longo do dia para manter o nível de energia estável. 5. Desequilíbrios hormonais (como hipotireoidismo) Doenças como hipotireoidismo, síndrome da fadiga crônica e diabetes tipo 2 podem afetar o metabolismo e a disposição. Essas condições muitas vezes se manifestam com sintomas leves, confundidos com cansaço comum. O que fazer: Realizar check-ups regulares com exames hormonais (TSH, T3, T4, cortisol). Investigar histórico familiar e sintomas como ganho de peso, queda de cabelo ou lentidão. Seguir tratamento conforme prescrição médica, quando necessário. 6. Falta de movimento no dia a dia A ironia: quanto menos nos movemos, mais cansados nos sentimos. O sedentarismo diminui a circulação sanguínea, afeta a oxigenação do cérebro e reduz a produção natural de endorfinas e dopamina, hormônios ligados ao bem-estar. O que fazer: Incorporar pequenas caminhadas, alongamentos ou pausas ativas ao longo do dia. Começar com 15 minutos diários de atividade leve já ajuda a quebrar o ciclo da inércia. Substituir o elevador por escadas ou trocar parte do trajeto de carro por bicicleta são boas opções. Quando o cansaço vira sinal de alerta? Se mesmo após mudanças no estilo de vida você continuar se sentindo exausto, vale procurar um clínico geral ou endocrinologista. Segundo a Mayo Clinic, a fadiga que dura mais de duas semanas, afeta o rendimento e vem acompanhada de outros sintomas (como tontura, perda de apetite, dor de cabeça ou alteração de humor) deve ser investigada com mais profundidade.