[[legacy_image_342495]] O Governo de São Paulo comprará, de forma emergencial, 300 mil unidades de repelentes de mosquitos para gestantes. O objetivo é atender cerca de 50 mil mulheres no Estado durante o período de emergência em saúde pública decorrente da dengue, que está vigente por seis meses a partir do último dia 5. A distribuição dos repelentes será feita para todas as grávidas atendidas nos municípios pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ou não. Conforme o Estado, o processo de aquisição será aberto nos próximos dias. A ação faz parte de um conjunto de três medidas anunciadas pelo Centro de Operações de Emergências (COE) paulista. Além da compra dos repelentes, o Estado anunciou a criação do primeiro comitê estadual de investigação de óbitos por arboviroses urbanas - doenças causadas por vírus transmitidas, em especial, por mosquitos - e a compra centralizada de medicamentos e insumos para distribuição a prefeituras. Outra medida é que o Instituto de Infectologia Emílio Ribas, na Capital, está abrindo 28 leitos de enfermaria e dez de UTI para pacientes com dengue. Segundo a Secretaria Estadual da Saúde (SES), toda a rede de leitos hospitalares continua sendo monitorada para atender casos graves e de alta complexidade. Até sexta-feira (15), conforme dados oficiais, o Estado contabilizava 224.945 casos confirmados da doença e 72 mortes. Na regiãoNa Baixada Santista - onde o Estado contabiliza 3.615 casos de dengue e se investigam seis mortes -, a Prefeitura de Guarujá diz fornecer repelentes às gestantes da rede municipal de saúde com recursos próprios, pois o produto faz parte da lista de itens padronizados da Secretaria Municipal de Saúde. Para retirar o produto, a mulher precisa apresentar a carteirinha de gestante na farmácia da sua unidade da rede municipal de referência. Dois repelentes por mês podem ser retirados, e o procedimento pode ser feito em qualquer período do ano. Bertioga, cidade local com o maior número de casos de dengue registrados (1.117), informou que a Secretaria de Saúde distribui repelentes na rede de atenção básica para gestantes e funcionários da Prefeitura em serviço de campo. O mesmo foi afirmado pela Prefeitura de Mongaguá, ao comunicar que a Cidade já distribui o repelente no kit escolar dos alunos da rede municipal de ensino. Em Itanhaém, o Município apurou o número de gestantes na Cidade e iniciou a compra de repelentes, com distribuição a ser iniciada em breve. As prefeituras de Cubatão, Santos e São Vicente informaram que ainda não foram notificadas pelo Estado. As de Praia Grande e Peruíbe não responderam até o fechamento desta edição.