[[legacy_image_255356]] O outono começou na segunda-feira (20) e as temperaturas devem começar a cair nos próximos meses. Nesta época, aumentam os casos de síndromes respiratórias. A Tribuna conversou com médicos que reforçam os cuidados que as pessoas devem ter. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia Leonardo Weissmann explica que, no outono, geralmente há redução na temperatura, menos chuva e menor dispersão dos poluentes, o que leva à piora da qualidade do ar. Essa situação deixa as mucosas respiratórias mais secas e o muco mais espesso. Isso prejudica a proteção contra microrganismos. Tal condição se estende no inverno. "No outono, há um aumento no risco de infecções respiratórias, como gripe, resfriado e pneumonia. Além disso, quem já tem doenças respiratórias crônicas, como rinite alérgica, asma ou doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), tem maior tendência a apresentar crises" neste período, afirma. O profissional ressalta que, na maioria das vezes, os incômodos passam em três dias. Porém, deve-se observar a evolução do quadro. "Caso os sintomas não melhorem e a pessoa continue com febre alta persistente, mal-estar, perda do apetite ou tiver dificuldade para respirar, cansaço, deve procurar o pronto-socorro", adverte. O médico infectologista Evaldo Stanislau, professor de medicina da Universidade São Judas, em Cubatão, menciona que, no Brasil, a flora muda no outono. A transformação causa a dispersão de sementes e pólen, o que causa transtornos em pessoas com doenças alérgicas. "Por já começarmos a ter uma queda de temperatura, as doenças infecciosas também ficam mais comuns. Os sintomas mais comuns são nariz entupido, coriza clara, espirros, coceira no nariz, coceira nos olhos, lacrimejamento e, eventualmente, vermelhidão na pele", descreve. Como prevenção, recomendam-se medicamentos (para alérgicos e sob prescrição profissional), manter a higiene das vias respiratórias superiores, boa hidratação e usar solução salina por via nasal. Também se sugere evitar o acúmulo de poeira e mofo em casa, evitando cobertores que soltam pelos, evitar contato com a fumaça do cigarro, limpar frequentemente as mãos com álcool em gel 70% ou com água e sabonete. Stanislau reitera que o momento de procurar ajuda médica é "quando a pessoa começa a sentir falta de ar, cansaço nos esforços, dificuldade para respirar por uma sensação de obstrução na garganta ou ouve um chiado ao respirar". CoronavírusWeissmann reforça que, além das síndromes respiratórias mais comuns, há maior risco de disseminação da covid-19. Isso ocorre, segundo o especialista, porque pessoas tendem a se aglomerar mais nesta época do ano, o que favorece a disseminação de viroses respiratórias transmitidas por gotículas. "Também é importante destacar a importância da vacinação anual para gripe e lembrar que a vacina não causa doença. Além da vacinação completa contra a covid, inclusive os reforços", informa.