[[legacy_image_223084]] A calvície é o temor de muita gente quando o assunto é estética. Sua frequência torna o assunto evidente e motiva dúvidas. Fatores como estresse, má alimentação e noites maldormidas podem causar a perda de cabelos, mas a genética é a principal causa. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A alopecia androgenética, conhecida como calvície, é uma doença que atinge grande parte da população. O médico e especialista em transplante capilar Álvaro Túlio Fortes explica que a perda de cabelos atinge mais os homens do que as mulheres. “A gente a tem mais comum na parte dos homens, que é a calvície ou a alopecia androgenética. Sempre que a gente fala em calvície, vai falar um termo similar, que é a alopecia. Cinquenta por cento dos homens a partir de 40 anos vão ter perda de cabelo, e 80% depois dos 50 vão ter perdas capilares em graus que os incomodam”, explica ele. Contudo, o profissional também afirma que a doença tem tratamentos para impedir sua progressão. Medicamentos — apenas sob prescrição — orais ou aplicados no couro cabeludo podem controlá-la. “Na alopecia androgenética, que é a mais comum, nós temos receptores de hormônios na base do cabelo e, quando eles estão elevados na circulação sanguínea, vão causar o afinamento e a queda dos fios. Esse processo pode ser controlado, cuidado e evitado com o uso de medicações”, diz. Padrões diferentesEm casos de queda de cabelo masculina, há um padrão. As entradas começam a aparecer, os fios caem e a testa parece ficar maior. O especialista também menciona casos em que pessoas perdem cabelos na parte de cima da cabeça, chamada de coroa. É diferente com mulheres que sofrem da doença. “No padrão feminino, a gente tem uma perda que se dá na linha média. A parte superior da cabeça vai raleando, ficando mais calva e com maior escassez de fios. A paciente começa a perceber quando divide o cabelo e observa o couro cabeludo”, detalha. A perda de fios em mulheres é motivo de atenção. Pode simbolizar a predisposição genética para o afinamento e a queda de cabelos ou ser sintoma de doenças autoimunes, como a alopecia areata ou fibrosante frontal. “A areata pode aparecer como placas de ausência de cabelo, uma parte circular sem fios, e a fibrosante frontal é como se a testa fosse aumentando de tamanho, e se perde um pouco da sobrancelha também”, cita. Por se tratar de doenças autoimunes, as duas causam queda de cabelo, pois o organismo está se defendendo de suas próprias células. Isso faz com que seja possível detectá-las na fase inicial e começar o tratamento de estabilização o quanto antes.