[[legacy_image_92810]] Dor persistente na coluna, principalmente na parte de baixo (lombar), e rigidez ao acordar, que dificulta os movimentos, são sintomas mais clássicos de espondilite anquilosante. Essa doença inflamatória crônica afeta as articulações e prejudica a mobilidade. Quando mais cedo for diagnosticada, melhor resultado tem o tratamento. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! O tema foi alvo de entrevista da jornalista Vanessa Martins com as médicas reumatologistas Natália Spolidoro e Fernanda Gomes Chaer, na noite desta terça-feira (17), com transmissão ao vivo no Facebook do Grupo Tribuna. “Não é normal ter dor. Não é porque eu pego peso no dia a dia, faço atividade física ou trabalho muito que preciso ter dor. A gente costuma levar isso de forma menos importante. Por isso atrasa o diagnóstico da doença”, explica Natália. Fernanda ressalta que a espondilite anquilosante não tem causa específica, é autoimune, ligada a fatores genéticos. “O principal sintoma é a dor na coluna, embaixo, próximo às nádegas, por pelo menos três meses. Eventualmente pode ocorrer olho vermelho, sensação de embaçamento visual e aversão à luz, a fotofobia”, diz. [[legacy_image_92811]] As médicas dizem que toda dor deve ser investigada e que a cultura de procurar o pronto-socorro e tomar anti-inflamatórios só vai mascarar o problema e atrasar o diagnóstico, que pode demorar mais de seis anos. Por isso é importante procurar um reumatologista, especialmente se a queixa começou antes dos 40 anos. “Nada pode ser feito para prevenir. O que podemos fazer cada vez mais é o diagnóstico precoce. Antigamente a pessoa só descobria em estágio avançado, quando a coluna já estava toda retificada e o paciente perdia a mobilidade. O melhor é tratar no início para ter uma vida normal. Muitas vezes o paciente vai ao ortopedista porque acaba pensando que é uma hérnia, um trauma, e posterga o diagnóstico correto”, afirma Fernanda Gomes Chaer. Natália Spolidoro detalha que não existe um único exame para diagnosticar a doença. A principal avaliação é clínica, levando em conta o histórico do paciente. São pedidos exames de sangue para marcadores de inflamação no corpo e podem ser solicitados testes genéticos. A ressonância magnética também ajuda muito. “Conseguimos pegar estágios iniciais com a ressonância”. Tratamento Segundo Natália, o tratamento pode usar ou não medicamentos, dependendo do estágio. “Mudança do estilo de vida, zerar o tabagismo e fazer atividade física vai ajudar. Tratar o paciente não é só função do médico, é um combinado. E temos hoje uma gama enorme de medicamentos que levam a um futuro com menos sequelas e mais qualidade de vida”. Fernanda ressalta a importância dos exercícios físicos, principalmente os que envolvem alongamento e os que são feitos na água. “A hidroginástica é importantíssima, assim como a natação. Não podemos deixar o paciente sem atividade física, essa articulação inflamada não pode ficar parada”.