É importante ficar atento a questões de saúde, evitando que um momento de amor e alegria se transforme em transtorno (Adobe Stock) Para homenagear um dos gestos mais famosos de carinho no mundo e estimular a troca de afeto entre pessoas, o Dia do Beijo é celebrado neste domingo (13). Ele traz diversos benefícios ao corpo e à mente, mas é importante ficar atento a questões de saúde, evitando que um momento de amor e alegria se transforme em transtorno graças a doenças como a mononucleose. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! A origem do Dia do Beijo é desconhecida, mas há algumas histórias para explicar. A mais famosa delas remete ao século 19, na Itália, onde um jovem teria beijado todas as moças da vila onde vivia. Segundo a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) o beijo traz diversos benefícios. Ele pode ativar o sistema nervoso central, reduzindo o estresse e promovendo bem-estar por meio da liberação de hormônios como dopamina e oxitocina. Além disso, o beijo pode beneficiar o sistema cardiovascular ao diminuir os níveis de cortisol, o hormônio do estresse, e melhorar a pressão arterial. Porém é preciso tomar cuidados. A dentista Monique Pimentel lembra que há algumas situações nas quais o beijo pode prejudicar a saúde bucal. “A saliva é rica em micro-organismos, como vírus e bactérias, que podem ser transmitidos pelo beijo. Problemas como cáries, herpes labial e até mononucleose — conhecida como ‘doença do beijo’ — podem ser transmitidos. A saliva serve como meio de transporte a esses agentes infecciosos, até mesmo de uma gripe, podendo provocar quadros indesejáveis”. A mononucleose citada por Monique é uma infecção causada pelo vírus Epstein-Barr (EBV), da família dos herpesvírus. É transmitida principalmente pela saliva, mas também pode ocorrer por meio de gotículas respiratórias ou compartilhamento de utensílios. Os sintomas incluem febre, dor de garganta, mal-estar, dores no corpo, ínguas no pescoço e manchas na pele, podendo ser confundidos com outras doenças, como gripe ou amigdalite. O diagnóstico é feito por exame clínico e de sangue, e o tratamento envolve repouso, hidratação e medicamentos para alívio dos sintomas. De acordo com a dentista, para diminuir a chance de infecções é preciso, antes de tudo, manter uma boa higiene bucal e escovar os dentes corretamente, sempre com uso de fio dental. “A prevenção é palavra-chave aqui, pois dificultar a proliferação de micro-organismos reduz infecções e problemas bucais”. Fazer consultas regulares ao dentista também ajuda. “O profissional pode identificar sintomas logo nos estágios iniciais, indicando o melhor tratamento”, explica Monique. Não se deve beijar se houver feridas, irritações da mucosa ou aftas. Além disso, recomenda-se que a automedicação seja evitada e é preciso buscar atendimento médico em casos de suspeita.