(Adobe Stock) A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a inclusão de um novo medicamento, o Datroway (datopotamabe deruxtecana), para tratamento de pacientes adultos com câncer de pulmão. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O registro do medicamento oncológico do laboratório Daiichi Sankyo Brasil Farmacêutica foi publicado no último dia 27 no Diário Oficial da União. Indicação O Datroway é indicado para o tratamento de pacientes adultos com câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC), que se origina nos tecidos do pulmão e cujo tumor está em fase avançada (seja no próprio local do pulmão) ou em metástase (já espalhado para outros órgãos). O produto farmacêutico passa a ser usado como uma “próxima tentativa” (linha posterior) em pacientes que já fizeram dois tratamentos anteriores e o câncer voltou a crescer. O tumor precisa ter uma alteração genética específica chamada mutação do EGFR (um receptor na superfície da célula que estimula o crescimento do câncer). Mais letal no mundo O câncer de pulmão é a principal causa de morte por câncer no mundo e o câncer de pulmão de não pequenas células representa aproximadamente 85% dos casos. A Anvisa explica que é importante a identificação das mutações ativadoras do EGFR, entre os pacientes com câncer pulmonar, pois permite que os médicos usem tratamentos “inteligentes” (terapias-alvo), desenhados sob medida para atacar a falha genética da célula tumoral. Outra indicação terapêutica Este medicamento já tinha registro da Anvisa para o tratamento de pacientes adultos com câncer de mama triplo-negativo (CMTN), irressecável (que não pode ser removido completamente por cirurgia) ou metastático (que se espalhou do local original para outras partes do corpo). Prevenção O tabagismo é responsável por cerca de 90% dos casos de câncer de pulmão. Não fumar é a principal forma de prevenção e reduz tanto a incidência quanto a mortalidade pela doença. Fumantes têm 20 a 30 vezes mais risco de desenvolver câncer de pulmão do que não fumantes. Manter uma alimentação rica em frutas e verduras ajuda na prevenção. Evite a exposição a agentes químicos como arsênio, amianto (asbesto), berílio, cromo, radônio, urânio, níquel, cádmio, cloreto de vinila e éter de clorometil, comuns em alguns ambientes de trabalho. Outros fatores de risco incluem poluição do ar, infecções pulmonares recorrentes, DPOC (enfisema e bronquite crônica), alterações nos níveis de vitamina A, predisposição genética e histórico familiar da doença. Sintomas Os sinais mais frequentes são: Tosse persistente Dor no peito Rouquidão Falta de ar Perda de apetite Fadiga Tosse com sangue Infecções Na maioria dos casos, os sintomas surgem apenas em fases mais avançadas da doença. Em fumantes, é comum haver mudança no padrão habitual da tosse, com crises em horários incomuns. Pneumonias de repetição também podem ser um sinal inicial. Diagnóstico O diagnóstico geralmente começa com radiografia de tórax, complementada por tomografia computadorizada. A broncoscopia permite avaliar as vias respiratórias e realizar biópsia para confirmar o diagnóstico. Após a confirmação, é realizado o estadiamento, que identifica se o tumor está restrito ao pulmão ou se já se espalhou para outros órgãos. Para isso, podem ser utilizados exames de sangue, tomografias e PET-CT. Fonte: Instituto Nacional de Câncer (INCA).