[[legacy_image_21154]] A suspeita de um caso de coronavírus na região durou apenas algumas horas, mas foi tempo suficiente para preocupar toda a Baixada Santista. A doença foi descartada em uma menina de 2 anos após resultado de exame do Instituto Adolfo Lutz, laboratório estadual. E, segundo especialistas, não há motivo para alarde. O infectologista Evaldo Stanislau explica que o coronavírus é perigoso em pacientes com mais de 60 anos ou quem tem doenças crônicas. “O vírus tem uma letalidade baixa. Mesmo que algum caso seja confirmado, não há razão para pânico ou ação irracional. As autoridades sanitárias estão agindo corretamente e, fora da China, não houve registro de epidemia ou surto. Todos os casos foram específicos e pontuais”, explica o especialista. [[legacy_image_21155]] Para ele, as medidas preventivas têm se mostrado muito eficientes. “Quando há a necessidade de internação, as referências são os hospitais Emílio Ribas [Guarujá] ou Guilherme Álvaro [Santos]. Se for caso leve, o paciente fica em quarentena”. Segundo o infectologista do Hospital Albert Einstein Jacyr Pasternak, todas as pessoas que tiveram contato com o paciente devem ser monitoradas. “É preciso que todos sejam acompanhados pela Vigilância Epidemiológica de seu município, que reportará todos os detalhes à Saúde do estado que, por fim, falará com o Ministério da Saúde”. O cuidado, segundo Pasternak, deverá ser o mesmo no caso de crianças ou adultos. “O que temos observado, no entanto, é que os mais novos estão imunes a essa doença”.