[[legacy_image_27905]] O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que a suspensão dos testes da CoronaVac não atrapalhou o processo de desenvolvimento da vacina. Agora,o instituto se concentra em mobilizar cerca de 2 mil voluntários para testar os efeitos do candidato a um imunizante. Esse o mesmo número de pessoas do público-alvo que ainda precisa receber a dose - ou placebo - e completar os 13 mil voluntários necessários para atender ao protocolo desta etapa. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal, GloboPlay grátis e descontos em dezenas de lojas, restaurantes e serviços! “Esperamos terminar os cerca de 2 mil que faltam ser incluídos o mais rápido possível. Ainda dependemos de voluntários porque precisamos destes resultados para completar o registro (da CoronaVac)”, afirmou Covas, nesta quinta-feira (12). Segundo ele, esse é o momento de acelerar os ensaios clínicos para garantir o cronograma da possível vacina contra a Covid-19. O diretor informou que nos últimos três meses foram realizadas 18 mil vacinações entre os voluntários (alguns com duas doses) e nenhum evento grave, relacionado à vacina, foi registrado. Os testes da CoronaVac, que está sendo desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Butantan, foram suspensos pela Anvisa na última segunda-feira (9) após a morte de um voluntário. Na quarta-feira (11), porém, a agência liberou a retomada depois das explicações do Butantan de que a morte não estava associada à candidata ao imunizante. Após essa etapa com voluntários da área de Saúde, Covas explica que os testes serão direcionados a outros três grupos: idosos, grávidas e, por último, crianças. Aglomerações Mais uma vez os representantes do Estado se mostraram preocupados com as aglomerações nos próximos fins de semana, por conta das eleições, e também em encontros nas comemorações de fim de ano. “Quando temos atividades de aglomeração, temos na verdade, um número pequeno da população (envolvido). Agora, quando falamos de um evento que mobiliza 80%, 90% da população como no caso da votação ou dos encontros de fim de ano, o risco é grande”, avaliou João Gabbardo, coordenador executivo do Centro de Contingência contra a Covid-19 em São Paulo. Por isso, o governador João Doria (PSDB) pede que a população mantenha os cuidados e orientações para evitar a propagação da doença. “É preciso cautela nas festas de fim de ano, sob o risco de termos uma nova onda da Covid-19. Temos, sim, uma preocupação para evitar aglomerações. E neste domingo temos eleições, então, por favor, leve sua máscara, álcool em gel e caneta”, disse Doria. Internações O governo do Estado negou que a taxa de internação por Covid-19 no estado esteja crescendo, principalmente nos hospitais privados. Nesta quinta-feira (12), durante entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, a equipe do governador João Doria (PSDB) afirmou que, na média, as internações permanecem sob controle. “Os números da pandemia em São Paulo não estão piorando. Variação de um dia para o outro é normal, acontece. Mas na média, não está piorando. Isso é definitivo? Não. Então, continuamos monitorando”, afirmou Gabbardo.