[[legacy_image_21143]] Quase 18% da população adulta do Brasil usam bebida alcoólica de forma abusiva, segundo pesquisa divulgada em 2019 pelo Ministério da Saúde. Homens e mulheres jovens, entre 18 e 34 anos, são os que mais bebem. Mas mesmo beber socialmente, em pouca quantidade, pode trazer graves danos à saúde se a pessoa está tomando remédios. O alerta é do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP). “No carnaval, a prática tende a aumentar e pode ser muito perigosa se associada ao uso de medicamentos”, afirma, em nota, o CRF-SP, que divulgou uma lista com os principais efeitos colaterais causados por alguns remédios quando misturados com álcool. Calmantes - A ação do álcool com os medicamentos que agem no sistema nervoso central (SNC), como os barbitúricos e benzodiazepínicos, pode acarretar o aumento do efeito sedativo, possibilidade de coma e insuficiência respiratória. Antibióticos - Dependendo do antibiótico, essa combinação pode levar a efeitos graves do tipo antabuse, como taquicardia, rubor, sensação de formigamento, náusea e vômito. Há a recomendação, inclusive, de que se deve aguardar por três dias após tratamento com metronidazol para voltar a beber álcool. Outros antibióticos que podem potencializar o efeito de hepatotoxicidade quando se ingere álcool são a eritromicina, rifampicina, nitrofurantoína. Anticonvulsivantes - Mais efeitos colaterais e risco de intoxicação. Também há risco de diminuição na eficácia contra as crises de epilepsia. Anti-inflamatórios - Aumentam o risco de úlcera gástrica e sangramentos como, por exemplo, o ácido acetilsalicílico, ibuprofeno e diclofenacos. Recomenda-se atenção máxima quando se constatar fezes escurecidas (sangrentas), tosse com sangue ou vômito que aparente borra de café. Devem procurar o serviço médico, pois esses podem indicar hemorragia no estômago. Anti-hipertensivo – Com substâncias como o atenolol, pode ter efeitos aditivos em diminuir a pressão arterial. A pessoa pode sentir dor de cabeça, tonturas, vertigens, desmaios ou alterações no pulso ou frequência cardíaca. Antialérgico – Aumenta o efeito sedativo e pode causar tonturas e desequilíbrio. Anti-histamínicos e álcool podem gerar efeitos indesejáveis como, por exemplo, no caso do uso de dextrometorfano e prometazina, que pode aumentar os efeitos secundários do sistema nervoso, como tonturas, sonolência e dificuldade de concentração. Algumas pessoas também podem sofrer confusão e prejuízo na capacidade de julgamento, bem como comprometimento na coordenação motora. Portanto, deve-se evitar ou limitar o uso de álcool durante tratamento com dextrometorfano. Antibiabético -Também pode causar efeito antabuse (náuseas entre outros). Uso agudo de álcool prolonga os efeitos enquanto que o uso crônico inibe os antidiabéticos. Paracetamol – Pode causar sérios efeitos colaterais que afetam o fígado. Deve-se procurar o serviço médico imediatamente se sentir febre, calafrios, dor nas articulações ou inchaço, cansaço excessivo ou fraqueza, sangramento anormal ou hematomas, erupção cutânea ou prurido, perda de apetite, náuseas, vómitos ou amarelecimento da pele ou da parte branca dos olhos.