Baleia‑cachalote, camarão‑pistola e Baleia‑azul são os animais mais barulhentos , segundo estudo (Reprodução) No mundo animal, alguns sons são tão poderosos que podem rivalizar com motores de avião ou concertos de rock. E eles não vêm só de gigantes: a ciência mostra que, no fundo do mar e em recifes, tamanho não é documento quando se trata de volume. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Pesquisas apontam três animais que lideram o ranking de ruído: a baleia‑cachalote, o camarão‑pistola e a baleia‑azul. Seus sons servem para caçar, se comunicar ou simplesmente “marcar território” no mundo subaquático — e alguns chegam a ultrapassar 230 decibéis, valor que faria qualquer ouvido humano implorar por silêncio. 1. Baleia‑cachalote: o motor do oceano Volume: até 230 dB Função: ecolocalização, caça e comunicação A baleia‑cachalote é um verdadeiro DJ do fundo do mar. Com seus famosos “clicks” ultra potentes, ela consegue localizar presas a milhares de metros de profundidade, mesmo onde não chega um raio de luz. A estrutura chamada melão atua como uma lente que direciona o som, transformando o oceano em sua própria sala de concertos. (metropoles.com) 2. Camarão‑pistola: a pequena bomba sonora Volume: 210‑218 dB Função: defesa, caça e comunicação Não se engane pelo tamanho: esse camarão possui uma garra gigante que fecha como um estalo de pistola, criando uma bolha que implodindo gera uma onda de choque sonora — e, às vezes, até um flash de luz! Um verdadeiro micro-super-herói do barulho que deixa predadores atordoados e alerta os colegas. (ifaw.org) 3. Baleia‑azul: o grave que ecoa quilômetros Volume: 188 dB Função: comunicação e orientação A baleia‑azul é o baixo do oceano. Suas vocalizações graves percorrem centenas de quilômetros e ajudam outros indivíduos a se localizar em meio ao oceano. É o som perfeito para aqueles que gostam de sentir o vibração do mar nos ossos. (metropoles.com) Por que esses sons são tão extremos? Adaptados à vida subaquática: a água transmite som muito melhor que o ar, permitindo que barulhos viajem longas distâncias. Estruturas especializadas: baleias e camarões desenvolveram órgãos que concentram e amplificam o som. Comunicação vital: esses sons servem para caçar, se proteger e manter o grupo unido — essencial para sobrevivência. Curiosidades que impressionam Apesar do volume absurdo, nem todos os sons são percebidos pelo ouvido humano; algumas frequências são infrassons, praticamente inaudíveis. O camarão‑pistola, mesmo minúsculo, cria estalos que podem “atordoar” peixes maiores. O canto da baleia‑azul atravessa oceanos inteiros, tornando-a um verdadeiro “megafone natural”. O impacto ambiental A presença desses sons naturais é fundamental para a vida marinha. Mas o barulho humano — de navios, exploração sísmica e motores de barcos — interfere na comunicação dos animais. Entender os ruídos mais altos do mundo ajuda cientistas a proteger ecossistemas e espécies ameaçadas.