[[legacy_image_114965]] O Comitê Científico do Governo do Estado de São Paulo propõe que o uso de máscaras de proteção siga obrigatório em alguns ambientes mesmo após a pandemia de covid-19. A ideia foi divulgada pelo coordenador executivo do órgão, João Gabbardo, durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira (20). Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! De acordo com o médico, os hospitais deverão ser um dos ambientes a contar com essa obrigatoriedade. Vale lembrar que o uso da máscara já é obrigatório nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e centros cirúrgicos para evitar a transmissão de doenças, mas pode ser ampliado se a ideia vingar. “Este estudo do uso das máscaras está bastante adiantado e nos próximos dias o governo vai poder apresentar novas recomendações relacionadas ao tema”, enfatizou Gabbardo. FlexibilizaçãoPara o público em geral, o coordenador executivo prega cautela e diz que o Comitê Científico é contrário à flexibilização para ambientes externos agora, apesar dos números positivos da covid-19. Ele alega que o Estado está em momento de transição, com a volta da frequência obrigatória de alunos nas escolas e presença de público em espetáculos esportivos e culturais. “Precisamos acompanhar o impacto dessas modificações nos nossos indicadores. De qualquer maneira, o Comitê Científico está estudando e analisando (a situação)”. Segundo ele, os indicadores relacionados à transmissibilidade da doença, aos novos casos, às internações e à cobertura vacinal não irão definir uma data para a suspensão, mas indicarão a possibilidade da não obrigatoriedade das máscaras em algumas situações, inicialmente em ambientes externos e sem aglomeração. “É importante que tenhamos essa distinção”. Gabbardo ainda ressaltou que o Governo tem recebido manifestações de alguns setores, como o de eventos, pedindo que esse uso não seja flexibilizado neste momento. “Todos têm receio de retroceder. Desde o momento em que iniciamos as flexibilizações no Plano São Paulo, sempre foi com muita segurança”. Segundo o coordenador, o objetivo principal é manter a segurança sanitária no Estado e avançar gradativamente “para não repetir aquilo que alguns países fizeram: flexibilizar precocemente e ter que retroceder”.