[[legacy_image_220943]] O empresário brasileiro Roberto Justus divulgou que foi diagnosticado com câncer na bexiga, luta que compartilha com outros famosos, como o apresentador de TV Celso Portiolli. A doença tem maior incidência em homens e é mais comum em pessoas acima de 60 anos. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de bexiga é o sétimo de maior incidência em homens no Brasil. O urologista Mohamad Dib Salah Ali, que tem consultório em Santos, explica que um dos fatores de risco é o cigarro. "O principal fator disso, sem dúvida alguma, é o tabagismo. Quem fuma tem duas a quatro vezes mais chance de ter câncer de bexiga do que quem não fuma. Está muito associado à carga tabágica e o tempo de exposição”, conta Mohamad. O profissional afirma que o ato de parar de fumar não garante que os efeitos do tabagismo sumam. “Quando você para de fumar, você reduz o risco de ter câncer de bexiga, mas você nunca vai zerar o risco. Então, se você fumou durante a vida, você não vai ter o risco igual de quem nunca fumou”, explica o urologista. [[legacy_image_220944]] “O câncer de bexiga é o décimo câncer mais comum no mundo. São mais ou menos 600 mil novos casos por ano. Ele é um pouco mais comum no homem do que na mulher e, geralmente, a faixa etária de acometimento é entre a sexta e sétima décadas de vida”, cita Mohamad. O urologista também informa que há um fator de risco a ser considerado: o ocupacional. O ambiente de trabalho da pessoa pode influir e trazer mais probabilidade de desenvolver o câncer de bexiga. “De 15 a 35% dos casos no homem e de 1 a 6% das mulheres estão relacionados aos fatores ocupacionais. Os trabalhadores de empresas petrolíferas, aqueles que trabalham com borracha, com tinta, alimentos com conservantes e carne defumada”, cita. Álcool e carneO médico oncologista Franklein Maia, também de Santos, diz que o excesso de álcool e carne vermelha, costume da população nos churrascos, podem ser fatores de risco para o desenvolvimento da doença. “O sintoma principal é o sangramento na urina e o diagnóstico é sempre por um exame de imagem, um ultrassom comum. Para identificar o sangue da urina e ver se tem algum pólipo ou verruguinha na bexiga”, detalha. O especialista conta que o diagnóstico precoce ajuda a evitar o agravamento do quadro clínico, por isso é importante se atentar aos sintomas. “Quando o quadro já está mais avançado, vão aparecendo outros sintomas, como dor, sangramento de maneira volumosa e ínguas na região da virilha. Nesses casos, os sintomas já são tardios”, comenta. O aparecimento de dores na parte de baixo da barriga, chamada de hipogastro, dores na região lombar e sangramento na urina são sintomas de câncer de bexiga. Caso apareça algum desses sinais, é importante consultar um profissional. “Quando o tumor é inicial, é feita uma raspagem na bexiga. Dependendo da profundidade desse pólipo, desse câncer inicial, são feitas algumas infusões de substâncias dentro da bexiga que protegem do retorno da doença. Quando está um pouco mais avançada, é necessário quimioterapia e, em seguida, cirurgia”, conclui.