Avanço pode revolucionar a forma como nos conectamos () Em um avanço considerado histórico para a ciência, pesquisadores da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, conseguiram realizar teletransporte quântico por meio de fibras ópticas que já transportam dados da internet convencional. A tecnologia, que parecia restrita à ficção científica, abre caminho para a criação de uma internet quântica: mais rápida, segura e resistente a qualquer tipo de invasão ou clonagem de dados. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! O experimento, inédito em sua escala e estrutura, conseguiu transmitir um qubit (unidade básica de informação quântica) a uma distância de 30 quilômetros, usando cabos de rede já em operação — algo inédito, já que testes anteriores exigiam linhas dedicadas e isoladas de tráfego. Comunicação quântica: o que isso significa? O teletransporte quântico não envolve enviar objetos físicos de um lugar para outro, como nos filmes, mas sim transferir o estado quântico de uma partícula para outra à distância, usando o fenômeno do emaranhamento quântico. Quando duas partículas estão emaranhadas, qualquer alteração em uma delas afeta imediatamente a outra — mesmo que estejam separadas por quilômetros. A inovação está em conseguir manter esse processo funcional em fibras ópticas que já transmitem dados convencionais, como vídeos, chamadas ou mensagens. Segundo os cientistas, o segredo foi usar filtros sofisticados e canais exclusivos de luz para isolar os sinais quânticos do ruído digital. Aplicações futuras A tecnologia pode ser o primeiro passo para uma internet quântica global, com comunicações impossíveis de serem interceptadas. Isso tem impacto direto na segurança digital, no desenvolvimento de computadores quânticos conectados e na transmissão de dados médicos, bancários e estratégicos com confidencialidade absoluta. Outros países, como China, Alemanha e Canadá, também investem em redes quânticas, mas este experimento é o primeiro a comprovar que o teletransporte pode funcionar com a infraestrutura já existente. E no Brasil? No Brasil, o desenvolvimento de redes quânticas ainda é incipiente, mas algumas universidades, como a USP e a Unicamp, já atuam em projetos relacionados à física de partículas e criptografia avançada. Especialistas apontam que, com o avanço internacional, será cada vez mais urgente que o país invista em pesquisa e infraestrutura voltadas à tecnologia quântica.