[[legacy_image_30793]] O diretor dos Centros de Controle de Doenças da China, Gao Fu, disse neste sábado (10) que o governo de seu país está considerando misturar as vacinas ali produzidas para torná-las mais efetivas. A fala de Gao em conferência na cidade de Chengdu incluiu uma rara admissão de que as vacinas chinesas"não têm taxas de proteção muito altas". Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! “Agora está sob consideração formal se devemos usar vacinas diferentes de linhas técnicas diferentes para o processo de imunização”, disse Gao. Segundo especialistas, a mistura de vacinas, ou imunização sequencial,pode aumentar a eficácia. Pesquisadores britânicos, por exemplo, estão estudando uma possível combinação da Pfizer-BioNTech, que usa mRNA (ou RNA mensageiro), com a vacina Oxford/AstraZeneca, de tecnologia mais tradicional. Gao não deu detalhes sobre as eventuais mudanças na estratégia, mas citou a tecnologia de mRNA como uma possibilidade. "Todos deveriam considerar os benefícios que as vacinas de mRNA podem trazer para a humanidade. Devemos seguir com atenção e não ignorar só porque já temos vários tipos de vacinas", acrescentou. Vacinas feitas por duas farmacêuticas estatais, Sinovac e Sinopharm, foram exportadas para 22 países, incluindo Brasil, México, Turquia, Indonésia, Hungria, e Turquia, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores chinês. O Brasil adquiriu a CoronaVac, da Sinovac,produzida atualmente pelo Instituto Butantan. Controvérsias Anteriormente, Gao havia questionado a segurança das vacinas de mRNA. Ele foi citado pela agência oficial de notícias Xinhua após ter dito em dezembro que não poderia descartar seus efeitos colaterais negativos, porque eles estavam sendo usados pela primeira vez em pessoas saudáveis. A eficácia da CoronaVac na prevenção de infecções sintomáticas chegou a ser avaliada em50,4% por pesquisadores, perto do limite de 50% que os especialistas em saúde estabeleceram para considerar que uma vacina tem utilidade. Em comparação, a vacina Pfizer-BioNTech apresentou eficácia de 97%. Um porta-voz da Sinovac, Liu Peicheng, reconheceu que vários níveis de eficácia foram encontrados, mas disse que essas variações podem se dar à idade das pessoas em estudo, à cepa do vírus e outros fatores. A China distribuiu centenas de milhões de doses no exterior de suas vacinas de vírus inativado enquanto levantava dúvidas sobre a eficácia do imunizante da Pfizer/BioNTech, feita usando o processo de mRNA, que era considerado experimental. Com esse tipo de tecnologia, a vacina levapara o nosso organismo uma cópia apenas de parte do código genético do vírus. *Com informações do G1