[[legacy_image_230492]] Está chegando a época do ano conhecida por levar a família até a praia. Os dias quentes se aproximam e, com eles, a famosa marquinha mostrando o bronzeado. Contudo, o sol de verão também é um fator de risco e potencializador de câncer de pele. É importante lembrar sempre de se preservar. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Especialistas da Baixada Santista reforçam que, para prevenir o câncer de pele, é essencial o uso de protetor solar. O sol emite mais raios ultravioletas A e B (UVA e UVB) durante a estação e, quando entram em contato com a pele, podem potencializar o desenvolvimento da doença. O oncologista do Santa Saúde, Franklein Vieira, explica que o sol é o principal fator de risco. “Hoje em dia a camada de ozônio está muito exposta, então a grande exposição ao UVA e UVB faz com que entrem na célula da pele e destrói o DNA do núcleo celular. Com isso, desorganiza os mecanismos de reparo da célula e auxilia a transformá-la em câncer”. O especialista faz alerta para os ferimentos de pele que não cicatrizam. Eles podem ser um sinal de câncer. “Duram mais de uma ou duas semanas, sangram e são em formas de úlceras. Feridas que vem aumentando gradativamente. Também podem ser nódulos na pele que crescem desordenadamente”. A aparição de pintas ou manchas na pele podem ser sinais de que é necessário procurar um especialista, principalmente quando elas crescem com o tempo ou apresentam alguma anormalidade. Inclusive, sinais que já estavam presentes em seu corpo, mas estão passando por mudanças. “Todo câncer de pele é maligno. Normalmente é um tumor de fácil tratamento e, na sua grande maioria das vezes, o tratamento é cirúrgico e não é necessário nenhum complemento. Em uma pequena minoria dos casos, por vezes, podemos fazer radioterapia ou, em casos mais avançados, quimioterapia ou imunoterapia”, explica. O profissional afirma que o câncer de pele é o mais comum do mundo, porém a mortalidade dele é baixa. A sua fácil identificação em estado inicial auxilia no tratamento precoce e torna menor a possibilidade de morte. Prevenção e cuidado com a pele O protetor solar é a saída. A dermatologista Helena Zantut explica que o efeito do sol na pele é acumulativo. “Esse sol que você vai tomar hoje vai continuar agindo na pele por anos. O pior que tem é aquele que você toma de vez em quando para ficar torrado”. Ela não exclui a importância do sol para a pele. Tomar um banho de sol até as 10 ou após às 16 horas é essencial para nutrir o corpo de vitamina D, que é importante para a regulação da concentração de cálcio e fósforo. Contudo, a especialista alerta que é necessário se atentar aos horários. “Existe um fator genético que a gente não consegue escapar e o sol agudo piora isso. Por conta do buraco na camada de ozônio, das 10 às 16 horas é o pior horário para tomar raios ultravioletas”, diz. A recomendação da dermatologista é usar protetor solar acima do fator 60 em todo o corpo sempre que for se expor a luz solar, independente da ocasião. Também reforça que é essencial evitar bronzeadores químicos para ficar com a famosa ‘marquinha’ e os artificiais, que envolvem uma máquina com luzes. “As pessoas ficam embaixo do guarda-sol achando que estão protegidas, mas não estão. Aquele raio ultravioleta que chega até a areia afeta também, tem que usar protetor solar mesmo debaixo dele”, alerta. Como usar protetor solar Para a dermatologista, muitas pessoas não sabem utilizar o protetor corretamente e isso faz com que se exponham aos riscos, mesmo que tentem evitar. O ideal é passar uma boa camada na pele cerca de trinta minutos antes de se expor aos raios ultravioletas. “Tem que passar uma camada que você veja que cobriu mesmo todas as partes. Tem que evitar aquelas partes que ficam vermelhas. Também tem que lembrar que quanto maior o fator, maior a proteção”, afirma.