Imagem ilustrativa (Adobe Stock) O combate ao câncer de mama está próximo de ganhar um importante aliado. Uma iniciativa entre o Centro Universitário FMABC, em Santo André, e a empresa de biotecnologia LiqSci permitiu que 600 mulheres de áreas rurais dos estados de São Paulo e Ceará realizassem de forma gratuita exames de sangue voltados ao rastreamento do câncer de mama, com a nova tecnologia chamada RosalindTest. O resultado indicou 95% de precisão na identificação de mulheres com ou sem a doença, segundo dados da empresa. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O projeto-piloto que permitiu a realização dos testes teve início em novembro de 2025, contratado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), com apoio da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, dentro dos programas Semear é Cuidar e Saúde da Mulher Rural”. De acordo com o Centro Universitário FMABC, o projeto de cooperação foi firmado em 2023, e prevê royalties sobre o faturamento de produtos diagnósticos desenvolvidos em conjunto. É um modelo ainda raro no país, onde a instituição de ensino é remunerada pelo sucesso comercial de uma tecnologia que ajudou a criar. “É um modelo que surge como uma alternativa complementar para levar medicina de alto nível às comunidades mais remotas do Brasil, além de valorizar a pesquisa e a inovação”, explica o reitor da instituição, Fernando Fonseca. Ainda de acordo com a FMABC, o projeto “reforça o potencial de expansão nacional do modelo, levando medicina de precisão a centenas de mulheres em áreas afastadas dos grandes centros comerciais – grupo historicamente distante do diagnóstico precoce”. Auxílio Entre os médicos que atuam diretamente no combate ao câncer, a novidade é vista como um importante auxílio. “O RosalindTest surge como uma proposta inovadora ao tentar identificar precocemente o câncer de mama por meio de um exame de sangue, o que pode facilitar o acesso ao rastreamento”, afirma o médico oncologista Franklein Maia. Ele reforça, no entanto, que, neste momento, ele deve ser considerado apenas como complemento. “A mamografia segue sendo o principal método de rastreamento e não deve ser substituída”. O oncologista entende que o avanço merece ser visto com otimismo, mas também cautela. “Ainda são necessários mais estudos para confirmar sua eficácia antes de qualquer mudança na prática clínica”, explica.